EASA mantém até 1 de julho recomendação para evitar espaço aéreo do Médio Oriente
Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA na sigla em inglês) mantém até 1 de julho a recomendação a todas as companhias aéreas europeias para que evitem o espaço aéreo do Irão e de outros 10 países do Médio Oriente e do Golfo Pérsico.
O organismo europeu considera que ainda persiste um “estado de tensão elevada”, apesar da recente assinatura do memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irão.
O último Boletim de Informação sobre Zonas de Conflito emitido pela EASA abrange o espaço aéreo do Bahrein, Irão, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.
A agência explicou que, após a assinatura do memorando de entendimento para prolongar o cessar-fogo por mais 60 dias, a situação passou de um conflito ativo e intenso, com um elevado número de incidentes armados, para um estado de tensão elevada, caracterizado por incidentes militares.
“Embora o nível geral de risco na região tenha diminuído, a sustentabilidade do cessar-fogo a longo prazo permanece incerta, e existe a possibilidade de uma escalada rápida. Portanto, é essencial manter um monitoramento rigoroso e avaliações de risco atualizadas para garantir a segurança dos voos”, afirma a agência.
A agência também alerta que, caso a trégua atual seja rompida, os espaços aéreos mencionados “poderão ficar expostos a ameaças iminentes”.


