DIT Portugal: Agente de viagens continua a fazer a diferença no momento de organizar viagens
A DIT Portugal analisou o impacto da Inteligência Artificial no turismo, e concluiu que a evolução tecnológica não está a substituir o trabalho das agências de viagens, mas apenas a transformar a forma como as viagens são pesquisadas, planeadas e apresentadas aos clientes.
Porque uma viagem é muito mais do que um conjunto de dados organizados pela Inteligência Artificial, que apesar de poder ajudar nem sempre acerta naquilo que é realmente importante, por exemplo, por desconhecimento dos destinos, o aconselhamento profissional continua a ser um fator diferenciador.
Recorrer à inteligência artificial para pesquisar, planear e organizar uma viagem ou umas férias é hoje uma realidade incontornável uma realidade cada vez mais presente na forma como os viajantes pesquisam, planeiam e organizam as suas viagens. No entanto, segundo frisa a DIT Portugal, apesar de a IA organizar itinerários, aconselhar restaurantes, hotéis, locais a visitar, etc., e de o fazer com extrema rapidez, há limitações porque “nem sempre acerta no que é realmente importante”, e mesmo quando o itinerário parece perfeito, muitas vezes “não funciona na prática” e são necessárias “alterações significativas”.
“Ligações impossíveis entre voos e comboios, percursos demasiado exigentes, hotéis mal localizados, alojamentos que já não existem ou informações desatualizadas sobre os requisitos de entrada nos destinos são alguns dos problemas mais comuns”, refere a DIT sublinhando que a questão não está na incapacidade da ferramenta, mas sim no facto de “não dispor do conhecimento real do destino nem da experiência prática sobre a forma como uma viagem decorre efetivamente”.
Conhecimento profissional é o verdadeiro valor acrescentado
E é aí, defende, que “o conhecimento profissional faz a diferença” porque o seu trabalho tem em consideração “fatores que uma ferramenta automatizada nem sempre consegue avaliar: a idade dos viajantes, o ritmo pretendido para a viagem, a época do ano, as ligações reais entre destinos ou a viabilidade de cada etapa do percurso”, acrescendo que o agente de viagens intervém quando existem problemas como “cancelamentos, alterações de última hora, problemas com alojamentos ou imprevistos “ que “exigem capacidade de gestão, rapidez de resposta e acompanhamento personalizado”, algo que a IA não proporciona.
“A inteligência artificial é extremamente eficaz a fornecer informação” mas “aconselhar implica muito mais”, implica experiência e conhecimento prático da realidade que permitem adaptar a viagem ao próprio viajante.
Por isso, a análise da DIT Portugal conclui que “a evolução tecnológica não está a substituir o trabalho das agências de viagens. Está, sim, a transformar a forma como as viagens são pesquisadas, planeadas e apresentadas aos clientes”. E, se a IA é uma ferramenta de apoio, “o verdadeiro valor acrescentado continua a residir na capacidade humana de analisar, adaptar e acompanhar” porque
“uma viagem é muito mais do que um conjunto de dados organizados. É uma experiência que começa muito antes da partida e que, por vezes, exige alguém capaz de resolver aquilo que ninguém tinha previsto”.


