David Gonçalves: Para aumentar as frequências da TAP para a Gâmbia “teria de haver uma consolidação do mercado étnico e de lazer”
A TAP Air Portugal fez parte da famtrip à Gâmbia organizada pelo operador turístico Solférias, um parceiro importante para a programação do operador turístico para este país na costa ocidental de África. A representar a companhia aérea esteve David Gonçalves, gestor de contas da TAP, com quem tivemos a oportunidade de conversar.
Por Fernando Borges
David, que importância tem para a TAP ser parceira e apoiar ações como esta da Solférias?
A importância é grande porque ser parceiro da Solférias ajuda não só a vender os nossos voos, como a promover os destinos, tendo por isso um papel de relevo não só nas vendas da TAP, como na história da própria companhia.
Quando é que a TAP começou a voar para Banjul?
Começámos a voar em outubro a partir de Lisboa, oferecendo três voos semanais, às terças, quintas e sábados- Trata-se de um voo que sai ao final do dia, para o regresso acontecer de madrugada, podendo por isso ser considerado quase um voo noturno, e permitindo desfrutar de mais algumas horas diurnas no destino.
Podemos considerar esta rota como sendo uma “rota étnica”?
Também, mas não só. Ela é igualmente uma rota de inverno exatamente para promover também a época alta aqui, que é quando acaba a época das chuvas.
Pode colocar-se a hipótese de o número de frequências vir a aumentar ou de esta passar a ser uma rota operada durante todo o ano?
Não te consigo responder a essa pergunta. Mas para que isso acontecesse teria que ser uma rota consolidada não só pelo tráfego étnico, que agora se chama ”visiting friends and relatives”, ou seja, passageiros locais que vão de um lado para outro, mas também com o tráfego de lazer.
Esta viagem, possibilitou-lhe conhecer e vivenciar um bocado do país, por isso pergunto se, na sua opinião, este é um destino que pode cativar o mercado português?
Eu acho que tem todas as condições para o conquistar. Como nós testemunhámos durante estes dias, este é um destino muito seguro, onde as pessoas são completamente amigáveis, e tem tudo o que o português gosta: tem praias, bom tempo, uma boa hotelaria de suporte, restaurantes e uma gastronomia local igualmente muito boa para o gosto dos portugueses, e uma cultura vasta e vincada. Portanto, temos uma Gâmbia com todas as condições para cativar e conquistar o mercado português.
A Gâmbia “é um destino que está na minha mira e para onde traria facilmente a minha família, até porque é um voo curto, um voo de quatro horas, um voo de médio curso normal”
Entre os hotéis que visitámos, e embora esta não seja a sua área, mas pelo conhecimento que tem do turismo e das conversas que vai tendo com os agentes de viagens, operadores e até com passageiros, quais os que considera mais indicados para os portugueses?
Este, como já disse, é um destino muito seguro, uma segurança que também se sente a nível da hotelaria, com a maioria deles a serem ”muito europeus”, tendo gostado bastante do African Princess, assim como do Ngala Lodge e do Tamala Beach Resort.
Para terminar: este é um destino para vir de férias com a família e aconselhar aos amigos?
Sim, sem dúvida. Tal como disse a Gâmbia tem todas as condições que os portugueses gostam e apreciam, acrescentando ao que já disse que é um destino nada caro, com uma relação preço qualidade muito boa. E respondendo mais concretamente à sua pergunta, sim, é um destino que está na minha mira e para onde traria facilmente a minha família, até porque é um voo curto, um voo de quatro horas, um voo de médio curso normal.

