CTP considera greve geral “extemporânea e desproporcionada”
A convocação de uma Greve Geral para o dia 11 de dezembro, anunciada pela CGTP e pela UGT, no contexto das negociações sobre o Anteprojeto “Trabalho XXI” é “extemporânea e desproporcionada”, afirma a Confederação do Turismo de Portugal em comunicado.
Em comunicado divulgado esta segunda-feira, 10 de novembro, a CTP sublinha que o anteprojeto “Trabalho XXI” está “em fase preliminar de discussão no âmbito da Concertação Social” não sendo conhecidas as propostas finais do Governo, razão pela qual “a convocação de uma greve geral antes da conclusão das negociações é um sinal negativo e prematuro, que não contribui para um ambiente de confiança e diálogo que o país necessita de preservar”.
Para Francisco Calheiros, presidente da CTP, o direito à greve, consagrado constitucionalmente, “deve ser exercido com responsabilidade e proporcionalidade e apenas quando estiverem esgotadas as vias de diálogo”, pelo que, num momento em que decorrem negociações “não é razoável paralisar o país”.
Uma greve geral num momento em que “Portugal se encontra ainda numa fase de recuperação económica e de consolidação do emprego, em particular no sector do Turismo” transmite “uma mensagem de instabilidade e prejudica a confiança dos investidores, dos trabalhadores e dos visitantes internacionais”, lê-se no comunicado.
Reafirmando a sua disponibilidade para continuar a participar ativamente na Concertação Social, “contribuindo para soluções equilibradas que promovam melhores condições de trabalho, mas também maior competitividade e sustentabilidade das empresas”, o presidente da CTP considera “inevitável e desejável que o Anteprojeto Trabalho XXI venha corrigir algumas das medidas menos equilibradas da Agenda do Trabalho Digno”, defendendo que “esse debate deve ser feito no espaço próprio — a Concertação Social — e não nas ruas”.

