Costa Silva espera que turismo raiano atraia “um novo perfil de turista”
O ministro da Economia falava na apresentação da Estratégia conjunta para a Sustentabilidade do Turismo Transfronteiriço 2022-202 que decorreu esta quinta feira na FITUR e contou com a presença da ministra do Turismo de Espanha, Reyes Maroto, entre outras personalidades.
A base da definição desta nova estratégia turística que une os dois países da Península Ibérica este a assinatura de um memorando de entendimento sobre a Estratégia de Sustentabilidade do Turismo Transfronteiriço 2022-2024, assinado na cimeira luso-espanhola de outubro de 2020, estando inserida na Estratégia Comum de Desenvolvimento Transfronteiriço de Portugal e Espanha, anunciada nessa cimeira e que abrange 1551 freguesias portuguesas e 1231 municípios espanhóis.
Na apresentação realizada esta quinta feira na FITUR, o ministro da Economia, António Costa e Silva disse esperar que a estratégia crie produtos que atraiam um novo perfil de turista que leve à fixação de pessoas nos territórios em torno da fronteira partilhada entre Portugal e Espanha.

António Costa Silva explicou que a Estratégia foi traçada atendendo a que “há uma mudança no perfil do turismo mundial”, que se acentuou depois da pandemia, com “turistas mais exigentes”, que querem novos produtos e “estão muito preocupadas com a sustentabilidade e com a situação do planeta”.
“O turismo pode impulsionar esse desenvolvimento local, quer de um lado quer do outro da raia”, disse o ministro, sublinhando que os territórios abrangidos têm um conjunto de ativos históricos, culturais, arquitetónicos e ambientais “com áreas que são autênticos paraísos da biodiversidade”, que podem ser potenciados turisticamente”.
“Temos de olhar para os ativos que o interior tem, desenhar esses produtos, qualificar a oferta, fazer a promoção externa e atrair as pessoas”, defendeu o ministro, dando como exemplos mais de 60 castelos e fortalezas, a arte rupestre, os parques naturais e as rotas históricas do contrabando, entre outros, que permitem “reinventar destinos e tentar desenvolver as comunidades” do interior.
Costa Silva referiu que as equipas dos dois países estão agora a trabalhar na concretização da estratégia e nos modelos de financiamento, através de fundos europeus.
Fotos: Turismo Centro de Portugal


