Contrato assinado: Hotel, apartamentos turísticos e zona comercial do CCB abrem em julho de 2029
O CCB e o Grupo Alves Ribeiro assinaram esta terça-feira, 15 de julho, o contrato para a construção de um hotel de luxo, apartamentos turísticos e espaços comerciais correspondentes aos módulos 4 e 5 do CCB. Segundo foi avançado, este “projeto estruturante” estará concluído a 16 de julho de 2029.
Recorde-se que, tal como o Turisver oportunamente noticiou, o contrato de subcessão do direito de superfície para edificação e exploração de hotel e área de comércio, por um período de 65 anos, agora assinado, resultou de um concurso internacional para a construção dos módulos 4 e 5 do CCB, do qual saiu vencedor o grupo Alves Ribeiro. Lançado em outubro de 2023, o projeto envolve um investimento de cerca de 80 milhões de euros.
O projeto contempla a construção de um hotel de luxo com 161 quartos (“LUMEN HOTEL Belém Art District”), um aparthotel com 126 apartamentos (“LUMEN APARTMENTS Belém Art District”) e uma área de cerca de 32.500 metros quadrados de espaços comerciais e serviços.
As sondagens e estudos geotécnicos terão início já na próxima semana, decorrendo até 30 de setembro, e as obras de demolição, escavações e contenções arrancam no início de julho de 2026, devendo estar concluídas em meados de Janeiro de 2027- A obra de arquitetura e especialidades irá decorrer entre 25 de junho de 2027 e 30 de maio de 2029.
Como contrapartida da subcessão do direito de superfície, o Grupo Alves Ribeiro irá pagar rendas ao CCB, de uma forma que será também faseada. Assim, o valor das rendas será de 350 mil euros nos primeiros quatro anos, 650 mil euros, do 5.º ao 10.º ano, 1.000.000 de euros, do 11.º ao 40.º ano, e 1.250.000 euros, daí em diante, até ao 65.º ano.
Recorde-se que a construção destes novos módulos (4 e 5) constava já do projeto originalmente traçado na década de 1990 pelos arquitetos Vittorio Gregotti (italiano) e Manuel Salgado/ Atelier Risco, a par dos módulos 1, 2 e 3, onde estão o Centro de Congressos e Reuniões, o Centro de Espetáculos e o Centro de Exposições, agora Museu MAC/CCB.
Na intervenção proferida na cerimónia de assinatura do contrato, o presidente da Fundação CCB, Nuno Vassallo e Silva, referiu que “mais do que um projeto urbanístico, este é também um gesto de crença. De confiança no futuro de Lisboa e de Portugal. Num tempo em que tantos duvidam, hesitam ou se retraem, nós avançamos. Investimos. Acreditamos. Porque sabemos que o país tem qualidades únicas: talento, sensibilidade, história, capacidade de reinvenção”.
Já o presidente do Conselho de Administração do Grupo Alves Ribeiro, Nuno Pereira de Sousa, destacou a importância estratégica e do elevado valor urbano e cultural deste projeto: “A nossa proposta procurou respeitar a identidade do CCB e oferecer soluções que valorizem o espaço, respondam aos desafios contemporâneos e ofereçam novas experiências a todos os públicos que aqui convergem”.
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