Constantino Pinto: A Catai está competitiva no mercado em especial “no binómio preço – qualidade”
Constantino Pinto, diretor comercial da tour operação do Grupo Ávoris em Portugal, explica ao Turisver quais são os objetivos do operador turístico Catai em Portugal e o que está a ser feito para aumentar a sua notoriedade e para que a marca esteja mais presente junto do agente de viagens.
Constantino, quais são os objetivos da Catai e que propostas novas traz ao mercado este ano?
Os objetivos da Catai, depois de estar há uns bons anos presente no mercado português, é consolidar a sua presença e, de uma vez por todas, dar o salto que tem que dar em termos de quota de mercado. A Catai em Espanha é líder de mercado há muitos anos neste tipo de produto, tem uma clientela muito fidelizada, quer a nível do cliente profissional do agente de viagens, quer a nível do cliente final, e tem um produto que dispensa grandes apresentações.
Em Portugal, o nome também já vai sendo conhecido, pois já leva uns quantos anos a trabalhar no mercado português, no entanto, até há muito pouco tempo, ainda não se tinha feito a aposta necessária para que este salto pudesse ser dado e a notoriedade que a marca Catai tem em Espanha pudesse ser adquirida também em Portugal. Neste momento, este é o nosso grande objetivo, e para isso reforçámos a equipa comercial, reforçámos a equipa de booking, apostámos em mais produto já carregado no site em português, em folhetos em português, apostámos também numa comunicação mais próxima e mais frequente e numa atividade comercial mais presente, junto do agente de viagens.
Quando digo atividade comercial, não me refiro apenas às visitas da equipa comercial, mas principalmente a iniciativas próximas do agente de viagens. Acabámos de fazer um roadshow pelo país, estivemos presentes em zonas onde normalmente não se fazem visitas, a aceitação foi muito boa e foi para nós uma experiência muito gratificante, e estamos a programar um conjunto de outras iniciativas, em parceria e de forma isolada, para mantermos uma constância de comunicação com o mercado de forma presencial.
“Escusado será dizer que a aposta da Catai é na qualidade, e falamos de qualidade de 360°, não apenas na prestação do serviço ao cliente final, mas a nossa grande aposta de momento é melhorar claramente o serviço que prestamos ao agente de viagens”
E quanto a novidades no vosso catálogo para este ano?
As novidades têm muito mais a ver com o produto, e a Carla Ferreira, que está aqui connosco já irá fazer uma resenha daquilo que achamos por bem destacar (ver peça). No entanto, eu diria que a grande novidade é a diversificação do produto, tivemos como objetivo torná-lo mais acessível aos agentes de viagens. Ao colocarmos todo esse produto carregado no site, para que através do TravelPricer se possa orçamentar e depois se possa, eventualmente, avançar para a reserva, o que pretendemos é que todo este produto esteja acessível, e seja apresentado de forma a que o agente de viagens a ele possa ter acesso de forma simplificada.
Escusado será dizer que a aposta da Catai é na qualidade, e falamos de qualidade de 360°, ou seja, não apenas na prestação do serviço ao cliente final, mas a nossa grande aposta de momento é melhorar claramente o serviço que prestamos ao agente de viagens: tornar o produto acessível, conseguir responder num espaço de tempo cada vez mais curto, trabalhar as alternativas que nos são pedidas e as variações aos programas originais com a maior rapidez possível, enfim, estamos a tentar dotar-nos dos mecanismos necessários para sermos bastante mais eficientes a esse nível.
Alargaram os suportes, ou já faziam a brochura física em anos anteriores?
Sim já se fazia, já fazia a brochura geral, chamemos-lhe assim. É uma brochura com validade um ano, portanto, é para todo o ano. Agora, onde se tem apostado muito é na criação de folhetos digitais, pontuais e monográficos, dedicados a determinadas áreas de produto, folhetos esses também traduzidos e adaptados ao mercado português.
Mesmo sendo um produto que é, obviamente, de preço mais elevado, mesmo assim trata-se de um produto competitivo?
Se estivermos a falar, no competitivo apenas no conceito de preço, eu tenho a coragem de dizer que não é sempre. Às vezes sim, outras vezes menos, no entanto há algumas nuances importantes a ter em conta.
No binómio preço-qualidade aí sim, é de facto notável, e depois há o facto de, comparativamente com outros operadores que operam um produto semelhante, a Catai comissiona tudo, e aí, em termos de valor net que a agência tem que pagar, há de facto uma diferença substancial, e muitas vezes, ou quase sempre, as pessoas não são muito sensíveis a isso. Olham para o preço de venda ao público e dizem, “ena pá, a Catai é mais cara”
Não é sempre mais cara, a nossa preocupação, somos francos, não é o preço, nós queremos realmente estabelecer um equilíbrio em relação a preço-qualidade, como já disse, mas criando condições para que, nas vantagens e no ganho, o agente de viagens tenha uma participação importante. Daí que, no caso dos nossos programas Catai, seja fundamental ir sempre ver o net do preço, porque aí vamos conseguir desmistificar esta ideia de que a Catai é cara.


