Congresso da AHRESP vai ser “o maior evento empresarial de sempre”, afirmou Carlos Moura
A AHRESP apresentou esta quarta feira, em Lisboa, o seu próximo congresso que vai realizar-se em Coimbra nos dias 14 e 15 de outubro, e no qual são esperados 1.000 participantes. A apresentação contou com as presenças do presidente da Câmara de Coimbra e do presidente da Turismo Centro de Portugal.
Relativamente ao congresso, que se subordina ao tema “Sustentabilidade: Utopia ou Sobrevivência?”, o presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal, Carlos Moura, começou por declarar que vai realizar-se “num momento muito oportuno”, dado que “vamos estar em cima da discussão do próximo Orçamento de Estado”, um documento para o qual “temos proposta a apresentar”.
Para o Congresso, a AHRESP elegeu três vocábulos: “mobilizar, analisar/refletir e executar/implementar” e sobre o primeiro, a mobilização, Carlos Moura adiantou esperar que o evento venha a alcançar os 1.000 participantes sendo, por isso, “o maior evento empresarial que o país regista desde sempre”. Com esta mobilização, a Associação pretende “chamar a atenção a quem nos governa da importância destes tecidos empresariais” que se inserem dentro das áreas da hotelaria e da restauração e similares.
Do programa do evento, o responsável destacou as duas sessões plenárias, uma da responsabilidade de Luís Marques Mendes e outra, em formato de entrevista, com a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa. A propósito referiu que irão estar presentes no congresso “outros membros do Governo”, caso do ministro da Economia, na sessão de abertura e da secretária de Estado do Turismo, no encerramento sublinhando, no entanto, que “não quisemos inchar o programa com membros do governo”. Sublinhou ainda o facto de o congresso contar com 22 painéis paralelos, conforme o Turisver oportunamente noticiou).
Reforçar propostas ao governo e reflectir sobre os desafios
No que toca a resultados do congresso, o presidente da AHRESP defendeu que o que a Associação pretende “é reforçar aquilo que são as nossas propostas ao Governo” e levar os empresários a refletir sobre os desafios que se estão a colocar ao setor, nomeadamente, a escalada de preços das matérias primas alimentares, os custos energéticos (eletricidade e gás) e dos transportes, além da aceleração das taxas de juros.
Outro dos grandes desafios é o da falta de recursos humanos, na hotelaria e na restauração. Sobre esta questão, Carlos Moura quis desmistificar a ideia de que a falta de trabalhadores se prende com o nível salarial: “Nós não temos falta de trabalhadores por salários baixos, isso é um equívoco. Nós pagamos relativamente bem”, declarou. A escassez deve-se, disse, a problemas como a transferência de pessoas para outros sectores, ao regresso dos imigrantes às suas origens e ao problema demográfico.
Carlos Moura referiu-se ainda ao último pacote de medidas de apoio às empresas anunciado pelo Governo para dizer que apesar de conter “boas medidas” elas são “muitíssimo insuficientes” naquilo que ao turismo diz respeito. Mostrou-se, no entanto, confiante, em que “o Governo não vai deixar de olhar para as propostas que vamos apresentar e para as medidas que vão reconhecer como absolutamente necessárias” porque “o país precisa de mais economia”.


