Concorrência italiana multa eDreams em 9 milhões de euros por práticas desleais mas a empresa vai recorrer
Esta quarta-feira, a Autoridade da Concorrência italiana multou a plataforma de viagens online eDreams em 9 milhões de euros por práticas comerciais desleais, pressionando os consumidores a registarem-se e a manterem a subscrição. A eDreams já anunciou que vai recorrer da sentença.
Segundo a Autoridade da Concorrência de Itália, a eDreams “ utilizou estratégias de ‘design’ enganosas e técnicas manipuladoras, conhecidas como padrões obscuros, para descrever os supostos benefícios da assinatura ‘Prime’ e pressionar os consumidores a registarem-se e manterem a sua assinatura”.
A multa de 9 milhões de euros foi imposta às empresas Vacaciones eDreams SL, eDreams International Network SL e eDreams Srl “por duas práticas comerciais desleais distintas que provocam persuasão visual e emocional no ambiente digital, através dos chamados padrões obscuros”. O regulador italiano acusa ainda a plataforma de ter sido “cuidadosamente concebida para enganar os utilizadores para fazerem coisas que não gostariam de fazer”.
Prestação de “informações ambíguas sobre as características e benefícios da assinatura” do pacote “prime” e deturpação do “valor real dos descontos resultantes da subscrição”, são outras das acusações que estiveram na base da sentença.
Segundo o regulador, “a liberdade de escolha do consumidor também foi comprometida porque a eDreams pré-selecionou a versão mais cara da subscrição, a ‘Prime Plus’, e porque aos utilizadores que não cumpriam os requisitos para o período de teste gratuito do serviço, após terem sido persuadidos a participar no teste, foi imediatamente cobrado o preço da subscrição anual, sem aviso adequado”.
Entretanto, a eDreams fez já saber que vai recorrer da multa aplicada. Rejeitando “veementemente a decisão da Autoridade Italiana da Concorrência, que não reflete a sua oferta atual”, a empresa reafirma as vantagens da subscrição do “Prime” e o seu compromisso com os clientes. Afirma, além disso, que irá “recorrer imediatamente desta decisão perante os tribunais, para defender” a sua “total conformidade com a legislação italiana e da União Europeia (UE)”.


