Companhias do Grupo SATA reduziram prejuízos no 1º trimestre
A Azores Airlines reduziu o prejuízo em 8,6 milhões de euros, enquanto a SATA Air Açores reforçou o EBITDA que já era positivo, “multiplicando por mais de oito vezes o resultado operacional do período homólogo”, apesar de resultado líquido permanecer negativo em cerca de 2 milhões de euros.
Em comunicado, o Grupo SATA, que realça os “progressos ao nível dos seus principais indicadores operacionais e financeiros”, defende que os resultados do primeiro trimestre do ano “evidenciam a continuidade da trajetória de recuperação operacional e financeira” do Grupo.
“Embora o período continue marcado por desafios relevantes para o setor da aviação, designadamente o aumento dos custos de combustível (cujo impacto se sentiu já no mês de março) e de manutenção, as principais empresas operacionais do Grupo registaram melhorias nos indicadores de rentabilidade operacional e, no caso da Azores Airlines, uma redução muito importante dos prejuízos”, lê-se no comunicado.
Azores Airlines: melhoria operacional e redução dos prejuízos
No período em análise, a Azores Airlines operou 2.088 voos (-7,5% face ao período homólogo), e transportou cerca de 272 mil passageiros (-9,9%), com a taxa média de ocupação a situar-se nos 74,4%.
As receitas operacionais ascenderam a 47 milhões de euros (+1,7% ou 46,2 milhões de euros, em termos homólogos), enquanto os custos operacionais diminuíram cerca de 1,5 milhões de euros (-2,6%), totalizando 55,7 milhões de euros.
O EBITDA passou de -10,9 milhões de euros no primeiro trimestre de 2025 para -8,6 milhões de euros em 2026, correspondendo a uma melhoria de aproximadamente 2,3 milhões de euros. Já o resultado líquido manteve-se negativo, mas foi reduzido para -22,4 milhões de euros, o que representa uma recuperação de cerca de 8,6 milhões de euros.
SATA Air Açores: EBITDA positivo e melhoria da rentabilidade
A SATA Air Açores, durante o 1º trimestre de 2026, realizou 3.136 voos e transportou cerca de 161.000 passageiros, registando uma taxa média de ocupação de 74,8%.
As receitas operacionais atingiram 27,7 milhões de euros, +4,3% do que no primeiro trimestre de 2025 (26,5 milhões de euros) e o EBITDA passou de 98.000 euros para 821.000, evidenciando uma melhoria considerável da performance operacional.
O resultado líquido permaneceu negativo em cerca de 2 milhões de euros, mas melhorou aproximadamente 332 mil euros face ao período homólogo.


