Companhias do Grupo SATA reduziram prejuízos no 1º semestre apesar do aumento em 29% dos custos com o combustível
No 1º semestre do ano, a Azores Airlines registou um prejuízo de 37,1 milhões de euros, melhorando em 41 milhões os resultados do mesmo período de 2015. Já a SATA Air Açores teve um prejuízo de 2,1 milhões de euros que se compara com os 3,4 milhões negativos do semestre homólogo.
Os resultados foram divulgados esta sexta-feira, 4 de setembro, pelo Grupo SATA, que adianta que os custos com o combustível aumentaram em 9 milhões de euros no caso da Azores Airlines, enquanto na SATA Air Azores subiram cerca de 1,5 milhões.
“Num contexto de forte volatilidade dos mercados energéticos, os custos com combustível aumentaram cerca de 29% face ao primeiro semestre de 2025, com um agravamento de, aproximadamente, 53% no segundo trimestre”, lê-se na informação divulgada, em que o Grupo dá também conta de que “nas duas companhias aéreas, o impacto económico estimado da subida do preço do combustível ascendeu a cerca de 13 milhões de euros”.
Ainda assim, a Azores Airlines preservou um nível de receitas próximo do registado no período homólogo, apesar da redução da atividade resultante da otimização do Plano de Exploração, beneficiando da evolução positiva da receita unitária, melhorando o resultado líquido em cerca de 3,9 milhões de euros.
Citado no comunicado, Tiago Santos, presidente do Conselho de Administração do Grupo SATA, considera que “os resultados do primeiro semestre demonstram a capacidade das empresas e das equipas do Grupo para responder a um contexto externo particularmente desafiante, mantendo o foco na otimização operacional e disciplina financeira. O aumento do preço dos combustíveis teve um impacto muito significativo nas companhias aéreas, estimado em cerca de 13 milhões de euros, condicionando os resultados do período”.
O presidente do Grupo assinala, no entanto, que “apesar desta pressão, a Azores Airlines demonstrou maior eficiência comercial, ajustando a operação e preservando o desempenho da receita num contexto de menor atividade, enquanto a SATA Air Açores reforçou o EBITDA positivo e reduziu o prejuízo. Estes indicadores confirmam a importância de manter o foco na execução das medidas de sustentabilidade do Grupo”.
Azores Airlines reduziu atividade mas preservou receitas
No período em análise, a Azores Airlines operou 5.037 voos, -8,1% do que no período homólogo e transportou cerca de 701 mil passageiros (-7,7%). A capacidade oferecida diminuiu 7,2%, em linha com o ajustamento da operação e a otimização da oferta.
As receitas operacionais ascenderam a 134,4 milhões de euros, valor próximo dos 135,8 milhões de euros registados no período homólogo (-1,0%), apesar de a atividade ter sido inferior. Ainda assim a receita de passagens aumentou 4,4%, para 81,2 milhões de euros.
Os custos operacionais totalizaram 142,0 milhões de euros, +4,8% do que no primeiro semestre de 2025, com os custoe com o combustível a aumentarem cerca de 9,0 milhões de euros (+29%), para 40,6 milhões de euros. “Tendo em conta o nível de produção do período, o impacto económico estimado da subida do preço do combustível foi de cerca de 11,5 milhões de euros”, refere o Grupo SATA.
O EBITDA situou-se em -7,6 milhões de euros (0,3 milhões de euros positivos no período homólogo), com o Grupo SATA a destacar que “excluindo o impacto excecional da subida exponencial do preço do combustível, o EBITDA da companhia aérea teria sido positivo em cerca de 4 milhões de euros”.
O resultado líquido fixou-se em -37,1 milhões de euros, melhorando cerca de 3,9 milhões face aos -41,1 milhões de euros do primeiro semestre de 2025,
SATA Air Açores reduziu prejuízo em cerca de 1,3 milhões de euros
De janeiro a junho, a companhia realizou 8.185 voos (-4,4% em termos homólogos), e transportou cerca de 435 mil passageiros (-3,1%)). As receitas operacionais ascenderam a 54,9 milhões de euros e os custos operacionais totalizaram 52,1 milhões de euros (-10% e -13%, respetivamente).
O aumento do preço do combustível (+36%) teve um impacto negativo estimado em cerca de 1,5 milhões de euros. Ainda assim, o EBITDA aumentou de 1,3 milhões de euros para 2,7 milhões de euros. “Excluindo o impacto extraordinário da subida do preço do combustível, o EBITDA teria atingido cerca de 4,4 milhões de euros”, refere o Grupo.
O resultado líquido manteve-se negativo em cerca de 2,1 milhões de euros, mas melhorou aproximadamente 1,3 milhões de euros, face aos -3,4 milhões de euros registados no período homólogo.
Somando os resultados líquidos das duas companhias aéreas do Grupo SATA, os prejuízos atingiram os 39, 2 milhões de euros no primeiro semestre deste ano.


