Com o preço médio a subir no Renaissance Porto Lapa Hotel compensa-se o cliente com atendimento VIP, explicou Álvaro Aragão
O Renaissance Porto Lapa Hotel promoveu um pequeno almoço com a imprensa do trade turístico, em que Álvaro Aragão, diretor-geral da unidade, fez um ponto da situação da operação do hotel, em termos de ocupação, preço médio, mercados e serviços, e falou sobre a nova ala do hotel, aberta em agosto ultimo, que veio requalificar a oferta de toda unidade.
O Renaissance Porto Lapa Hotel, que acabou de completar três anos, tendo aberto portas em 17 de abril de 2023, cresceu em final de agosto do ano passado com a abertura de um edifício que veio completar o projeto. A nova ala, ligada ao edifício original por uma pequena ponte coberta, veio dotar a unidade de mais 78 quartos, passando para 241 quartos e suites, bem como de valências de que a estrutura inicial não dispunha como é o caso de um Spa, salas de reuniões e espaço para eventos, um ginásio de maior dimensão (134 metros quadrados e aberto 24 horas por dia) e um Rooftoop com piscina, onde ainda vai nascer um espaço de restauração de cozinha peruana e asiática.
No pequeno almoço com a imprensa do trade, Álvaro Aragão, diretor-geral Renaissance Porto Lapa Hotel começou por referir que “esta unidade ostenta uma marca premium do grupo Mercan, e neste momento é o único no país, mas prevê-se a abertura de mais um hotel Renaissance em Lisboa” no antigo hotel Mundial, no Martin Moniz, que no entanto “não vai ser gerido por nós”.
Para o hotel, o ano turístico “tem corrido muito bem, estamos a superar os resultados do ano passado, e felizmente também a superar o que estava estimado”, adiantou Álvaro Aragão, frisando que “a nova ala veio complementar a nossa oferta e ajudar” nos resultados da operação, uma vez que “é um espaço que se vê que fazia falta”.
A unidade tem beneficiado “por fazer parte da Marriott, isso traz-nos muitos membros fidelizados da Marriott, que vêm gastar ou ganhar pontos no nosso hotel, que depois usam no mundo inteiro”. Talvez por isso “70% do nosso mercado é americano, o que é muito representativo” adiantou.
Em termos de mercados, o norte americano tem, como referido, um peso importante na ocupação da unidade e “desde a abertura do hotel sempre foi um mercado que respondeu muito bem”. No entanto, “estamos a conquistar cada vez mais o mercado nacional, e temos também boa presença de espanhóis, franceses”, referiu o diretor- geral do hotel, adiantando que “continuamos a investir, até em novos mercados. A nossa Sales Director regressou recentemente do Brasil, que é um mercado que também nos interessa muito conquistar” disse.
“Os meses que representaram menos ocupação no ano passado foram janeiro e fevereiro, no resto do ano tivemos ocupações altíssimas seja através deste segmento de MICE seja do mercado lazer” Este ano, a perspetiva é “fechar com 72% de ocupação”, percentualmente um pouco abaixo do ano passado, mas “temos mais quartos vendidos só que com menos ocupação”
O cliente do hotel é muito diversificado, indo desde o cliente de lazer ao cliente de negócio e de MICE, sendo que uma das apostas da unidade reside nas companhias aéreas: “Já recebemos a tripulação da companhia aérea Azul, desde o ano passado, e já conseguimos ter a parceria com mais uma companhia”, frisou Álvaro Aragão.
A ocupação do Renaissance Porto Lapa Hotel, vai variando ao longo do ano, “por exemplo os meses que representaram menos ocupação no ano passado foram janeiro e fevereiro, no resto do ano tivemos ocupações altíssimas, seja através deste segmento de MICE seja do mercado lazer”. Este ano, a perspetiva é “fechar o ano com 72% de ocupação”, percentualmente um pouco abaixo do ano passado, mas como o inventário aumentou, “temos mais quartos vendidos só que com menos ocupação”, precisou.
Já o preço médio segundo o diretor-geral do hotel “tem aumentado”, situação que levou o hotel a adaptar os seus serviços, dando novas regalias aos clientes: “Colocámos amenities no quarto, como docinhos e Vinho do Porto, dando um tratamento VIP porque começámos a receber clientes com tarifas acima de 300€ por noite”, explicou o diretor-geral.


No entanto Álvaro Aragão deixou claro que “o aumento do preço médio quarto é representativo de como o mercado está porque nós sozinhos não conseguimos fazer isto. Nós andamos o ano inteiro a ver paridade de preços com o Hilton, o Sheraton e outras unidades, e estamos a ter estas tarifas e eles também. Sozinhos não conseguíamos, por muito que pensemos que o nosso produto é merecedor”.
“Tivemos de adaptar o tipo de serviço ou seja, eu não posso receber hoje um cliente como quando a tarifa por quarto era de 180€ ou 200€, portanto estamos a dar ao hóspede um tratamento VIP. Por vezes colocamos no quarto uma garrafa de champanhe, uma caixinha personalizada Renaissance com bombons artesanais e vinho do Porto”.
“O Renaissance Porto Lapa Hotel “tem sido um desafio permanente desde a abertura”, afirmou o responsável, explicando que primeiro tratou-se de “posicionar o hotel no mercado, porque a nível de estrutura é um hotel fantástico, é um hotel novo e moderno, e recentemente veio a nova ala que também tem um novo Spa e as salas de reuniões, e hoje temos aqui uma base, temos inventário suficiente”
O Renaissance Porto Lapa Hotel “tem sido um desafio permanente desde a abertura”, afirmou o responsável, explicando que primeiro tratou-se de “posicionar o hotel no mercado, porque a nível de estrutura é um hotel fantástico, é um hotel novo e moderno, e recentemente veio a nova ala que também tem um novo Spa e as salas de reuniões, e hoje temos aqui uma base, temos inventário suficiente”. Depois, foi o desafio de “conseguimos gerir o remanescente e trabalhar muito preço médio também”.
Apesar de a nova ala ser independente, os funcionários têm uma passagem no piso -1, enquanto para os clientes a ligação é feita através de uma ponte em vidro que, segundo o diretor-geral da unidade, “ganhou algum destaque na altura do Natal, quando decorámos e iluminamos a ponte para que quem passasse no jardim publico pudesse ter aqui um ponto de interesse visual”.


Para o Spa, que fica na nova ala, foi feita uma parceria com a marca francesa Cinq Mondes e mais recentemente, foi criado um desafio pela AHM [Ace Hospitality Management, que gere os ativos da Mercan], de criar uma marca que fosse flagship para os futuros Spas de todo o grupo”. A nova marca, Slow Wellness & Spa, foi entretanto criada e lançada “muito recentemente (…) estamos ainda a trabalhar no website próprio, mas já estamos a publicitá-la através das nossas redes, e tem correspondido à expectativa”.
Com três salas de tratamento, uma para casais e duas individuais, uma sala de relaxamento, um circuito termal com piscina interior, sauna, banho turco, jacuzzi, duches sensoriais, o Spa apresenta “uma proposta que assenta muito no slow living e, sendo um spa urbano, a ideia é que seja um espaço que convida a desacelerar e que isso seja viável tanto para os hóspedes como para o cliente externo” referiu o responsável acrescentando que “temos uma equipa que foi escolhida a dedo, desde a Spa Manager, que é uma pessoa com muita experiência”.


Outra das valências trazidas pela nova ala foi o centro de conferências que se situa no piso -1, mas que dado o declive do terreno, possibilita que todas as seis salas, sem colunas no meio, tenham luz natural. “A maior sala, é a Ballroom que tem capacidade máxima para 590 pessoas em plateia, mas que pode ser dividida, através de paredes amovíveis, em 3 salas, A, B e C”. O centro de conferências tem ainda mais 3 salas pequenas, e um terraço voltado para o jardim “onde não só servimos coffee breaks e welcome drinks, como já tivemos a necessidade de montar uma tenda para servir refeições para grupos” explicou o diretor-geral. Aliás, o terraço possibilita ainda vários tipos de eventos corporativos, como a apresentações de automóveis, podendo os carros entrar na sala, como aconteceu recentemente.
A sustentabilidade é uma das preocupações, tanto que que “este é o único hotel no país que tem a certificação LEED Platinum, que é a mais elevada certificação relativamente à avaliação de edifícios sustentáveis – Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), atribuída pelo U.S. Green Building Council (USGBC), e um dos oito hotéis no mundo inteiro”
A sustentabilidade é uma das preocupações, tanto que que “este é o único hotel no país que tem a certificação LEED Platinum, que é a mais elevada certificação relativamente à avaliação de edifícios sustentáveis – Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), atribuída pelo U.S. Green Building Council (USGBC), e um dos oito hotéis no mundo inteiro”.
Para obter esta classificação o grupo trabalhou logo na génese da criação deste projeto. “Isso esteve sempre presente, por exemplo, quando o jardim estava a ser construído do hotel veio uma máquina para partir e moer as pedras encontradas no terreno, para depois ser usado na construção do jardim”. Acresce que a unidade tem painéis solares, sendo de destacar que “12% da nossa energia elétrica provém dos painéis solares. Aproveitamos águas das chuvas, temos um parque para bicicletas e dos 77 lugares de estacionamento temos 9 equipados com carregadores elétricos mas todos eles estão pré-preparados, se amanhã nós acharmos que 9 não são suficientes” afirmou.
De referir ainda que a nova ala do Renaissance Porto Lapa Hotel dispõe de uma entrada própria e de uma receção que possibilita a privacidade da entrada de grupos: “Já cá recebemos seleções de futebol, param o autocarro à porta e fazemos aqui o check-in, e estamos a tentar fechar com a Noruega agora para o mês de outubro”, antecipou o diretor-geral da unidade.


