Com a faturação a subir 4% em 2025 Bestravel bateu “recorde de vendas e de venda média por agência”, revelou Nuno Almeida
Em 2025 a Bestravel deu mais um passo na consolidação da sustentabilidade da rede e das empresas que a integram, ao ter batido não apenas o recorde de vendas mas igualmente de venda média por agência, ao mesmo tempo que o número de passageiros também aumentou. Os números foram revelados em conferência de imprensa, à margem da 21ª Convenção da rede, em Casablanca.
Relativamente a resultados, Nuno Almeida, diretor de rede, começou por avançar que a Bestravel terminou o ano 2025 com um “aumento de 4% na faturação” face ao ano anterior “contando com esta restruturação”. Além disso, garantiu, “batemos o recorde de vendas e de venda média por ponto de venda, o que mostra a sustentabilidade do projeto” tendo sublinhado que “há uns anos, a venda média por agência era um valor três vezes menor”.
Nuno Almeida disse ainda que “crescemos não só em volume, mas também em número de passageiros, o que é um dado importante, ou seja, há mais passageiros a viajar com a Bestravel”.
Em relação ao arranque de 2026, comparando com o mesmo período do ano passado, a Bestravel regista “um crescimento de 6%”, fazendo no entanto notar que “nesta fase é sempre complicado perceber se é só crescimento ou se é antecipação de vendas, mas pelos anos anteriores julgamos que serão um bocadinho as duas coisas”, disse Nuno Almeida, acrescentando que “temos fechado os últimos anos com crescimento, portanto achamos que este ano também irá haver crescimento, o que é um dado positivo”.
Recordando que “em 2024 tínhamos tido o nosso melhor ano de sempre, e em 2025 superámos esse valor”, Ricardo Teles, sublinhou a importância da venda média por agência, porque “é aí que está a sustentabilidade de cada um dos negócios”.
“A Bestravel é uma rede madura, que tem um volume de vendas médio-alto, mas também é uma rede que, por essa maturidade, já não está só centrada nos charters”
“Nós temos uma venda sempre superior aos anos anteriores”, afirmou ainda Ricardo Teles, para se referir, depois, ao produto charter e aos operadores que registaram maior número de vendas. “No top dos operadores de 2025, não há grandes alterações relativamente a anos anteriores apesar de termos uma rede que faz cada vez mais produto próprio”, disse.
Assim, o top 5 de vendas de produto charter continua a ser preenchido pela Solférias, que lidera a grande distância, seguindo-se a Newblue, a Travelplan, a Soltour e a Soltópico, todas “muito aproximadas”. Já para 2026, o top já está a mudar um pouco, com subidas ao nível dos cruzeiros e do operador Soltrópico, continuando com as grandes viagens no top de vendas.
O responsável sublinhou, no entanto que a Bestravel continua com “muita força nas grandes viagens, que é um produto cada vez mais vendido dentro da rede, com vários operadores e também os cruzeiros”.
No que se refere a destinos, Portugal Continental continua a ser o mais vendido na rede, com Cabo Verde a ser o ‘número um’ em termos dos destinos internacionais.
Assinalável crescimento em 2025 foi o que teve o portal de hotelaria da Bestravel que, em vendas concretizadas, “subiu cerca de 130% de 2024 para 2025”, o que, segundo Ricardo Teles, “prova que este projeto consegue entregar competitividade às agências, porque de outra forma não teria estes crescimentos”.
“A Bestravel é uma rede madura, que tem um volume de vendas médio-alto, mas também é uma rede que, por essa maturidade, já não está só centrada nos charters”, afirmou Ricardo Teles, explicando que, por isso, “começámos a criar o ano passado um projeto cada vez mais forte de contratação de DMCs estratégicos para a nossa rede. Temos muitos já contratados e alguns em formalização”. Isto porque, apesar de a Bestravel continuar a “trabalhar muito bem com os operadores (a…) há um tipo de cliente que não se enquadra no produto dos operadores, precisa de produto à medida, e estamos cada vez mais a crescer com este projeto”.
A formação e a tecnologia continuam a ser fundamentais na Bestravel. No primeiro caso, em 2025 o número de horas de formação aumentou e o mesmo acontecerá este ano. Já ao nível da tecnologia, Carlos Baptista colocou o foco no investimento em CRM, na Inteligência Artificial e na cibersegurança. “As agências de viagens são extremamente competitivas em preço e têm fatores que mais nenhum canal consegue combater, como a proximidade e o relacionamento com o cliente. Muitas vezes falham na otimização do serviço e na entrega ao cliente por falta de tecnologia no ponto de venda”, tudo para que as agências “possam ser mais eficientes no seu dia-a-dia, e possam atingir melhores resultados”, afirmou.



