Centro de Portugal: Prejuízos provocados pela tempestade no setor turístico já somam mais de 9M€
A Turismo Centro de Portugal está a realizar um levantamento junto dos operadores turísticos afetados pela depressão Kristin. Até ao passado dia 5, os resultados do inquérito em que participaram mais de 80% dos estabelecimentos de hotelaria e restauração, apontavam para um prejuízo superior a 9 milhões de euros.
De acordo com os resultados do inquérito, realizado com o objetivo de para acelerar os mecanismos de apoio à recuperação e ao regresso à normalidade, mais de 80% dos estabelecimentos de alojamento turístico e restauração que nele participaram, sofreram danos devido à passagem da depressão Kristin.
“Apesar de o levantamento ainda estar em curso, os dados já recolhidos evidenciam impactos muito relevantes: 81% das empresas (223) referem danos nas instalações físicas e 80% indicam ter registado uma paragem, total (47%) ou parcial (33%), da atividade, enquanto 20% afirma não ter tido interrupção”, aponta o inquérito.
A Turismo Centro de Portugal, estima que as perdas materiais ultrapassem os 6,48 milhões de euros, enquanto as perdas de faturação já somam mais de 2,59 milhões de euros. Trata-se, no entanto, de “valores ainda muito preliminares, uma vez que muitas empresas referem não conseguir, nesta fase, quantificar totalmente os prejuízos”. Por outro lado, as falhas de comunicações em algumas localidades continuam, também, a condicionar a recolha de dados, pelos que os valores apontados poderão ainda aumentar.
Segundo o inquérito, os danos reportados pela hotelaria, restauração, animação turística e serviços associados, incidem sobretudo na estrutura dos edifícios (125 respostas), seguindo-se as áreas exteriores e os equipamentos e infraestruturas “com efeitos diretos na capacidade operacional das empresas e na manutenção dos postos de trabalho”.
As empresas que responderam ao inquérito indicam como prioritárias medidas de financiamento para reconstrução/reparação de instalações e para o apoio à manutenção do emprego.
As empresas das zonas de Leiria (22 respostas), Alcobaça (18) e Coimbra (14), Tomar (12), Figueiró dos Vinhos (10) e Lourinhã (10), foram as que mais danos reportaram, no entanto, a Turismo do Centro indica que houve também um número elevado de respostas na Figueira da Foz, Lousã, Nazaré, Pombal, Marinha Grande e Ourém, o que “demonstra a grande extensão da área afetada”.
Para a elaboração do estudo foram contactadas 7.500 empresas turísticas, tendo sido obtidas 277 respostas, sobretudo dos setores do alojamento turístico (101 respostas) e da restauração (72 respostas).
Vale recordar que está já disponível uma linha de apoio à tesouraria até 100.000€ para microempresas, acessível através do portal apoiocalamidade.gov.pt.


