Carlos Abade quer Turismo a ajudar Portugal a ser “um país cada vez mais coeso” onde “as pessoas vivam melhor”
Na abertura do XXII Congresso da ADHP, em Elvas, o presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, falou do “orgulho” e “responsabilidade” que representam os indicadores turísticos de 2025 e defendeu o propósito de, através do turismo, “fazer crescer cada vez mais Portugal” e ajudar a que “as pessoas vivam cada vez melhor”.
“O nosso propósito é que, através do setor do turismo, Portugal possa ser um país cada vez melhor, e as pessoas possam viver cada vez melhor”, afirmou o presidente do Turismo de Portugal, na abertura do XXII Congresso da Associação dos Diretores e Hotéis de Portugal, que decorreu quinta e sexta-feira, em Elvas. Defendeu, assim, que esta atividade económica do turismo está hoje a entrar “num novo ciclo” que tem como objetivo claro “ajudar Portugal a crescer cada vez mais”, a ser “um país cada vez mais coeso, um país cada vez melhor, onde as pessoas vivam cada vez melhor”.
Trata-se de um ciclo em que o turismo tem que estar preparado para “crescer cada vez com mais valor acrescentado”, “com mais equilíbrio, e cada vez com mais impacto na economia, no país e nas pessoas”. Por isso, na sua base, tem que estar “uma exigência cada vez maior com a inteligência que colocamos na gestão dos nossos territórios, na gestão das nossas equipas, na gestão das nossas organizações”, nas infraestruturas e, acima de tudo, “uma exigência cada vez maior naquilo que é a gestão da relação entre o turismo e as comunidades”, a qual, disse, deverá estar sempre presente: “O reforço do compromisso entre o turismo e as comunidades tem que ser particularmente assertivo e tem que estar sempre na nossa agenda”.
Trata-se de desafios que Carlos Abade admite que o turismo conseguirá vencer, assente naquilo que considerou ser “um dos segredos deste sector”, concretamente, “a cooperação estratégica forte existente entre as entidades políticas e privadas”, mas também através de um maior investimento em áreas como o conhecimento e tecnologia, nomeadamente na inteligência artificial.
Defendendo uma exigência cada vez maior ao nível da diversificação dos mercados e da qualidade dos serviços prestados, o presidente do Turismo de Portugal também deixou claro que, na base da captação de novos mercados tem que estar o reforço das equipas do Turismo de Portugal no estrangeiro, bem como o aumento da conectividade aérea.
Carlos Abade colocou outra das tónicas nos recursos humanos e na gestão das equipas tendo realçado a importância da “captação e gestão do talento”, sem a qual “o turismo não teria condições para evoluir”. Neste ponto, e dirigindo-se aos diretores hoteleiros, defendeu a necessidade de “uma exigência cada vez maior ao nível das lideranças”, necessária para uma boa orientação das equipas. Pelos diretores hoteleiros passa, não apenas a “responsabilidade de gerir as equipas num mundo que é complexo”, mas também a gestão de desafios relacionados com a sustentabilidade, a tecnologia, a inteligência artificial”, reconheceu.
A terminar garantiu que “o Turismo de Portugal, em articulação com todos, com a Confederação do Turismo de Portugal, com as entidades regionais de turismo, com as empresas, continuará a desenvolver algumas iniciativas que permitam apoiar o setor do turismo neste processo de crescimento”.


