Carla Salsinha: “Os outros setores da economia não têm a visão estratégica que o turismo tem”
Foi com esta frase que a presidente da ERT da Região de Lisboa justificou, na abertura do XXI Congresso da ADHP, a superação anual dos indicadores turísticos, tanto no país como na sua região que, em 2024 “ultrapassou todos os números que poderia ultrapassar”.
Na abertura do XXI Congresso da ADHP, na quinta-feira, 20 de março, Carla Salsinha, presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa, mostrou-se orgulhosa por, em 2024, a região ter ultrapassado “todos os números que poderia ultrapassar”: “Ao longo dos últimos 12 anos temos vindo constantemente a ultrapassar os números do ano anterior, atingindo sempre novos recordes, mas em 2024 atingimos dois números que são um orgulho para a região como um todo, constituída por 18 municípios”, afirmou.
Os números alcançados trouxeram consigo outros motivos de orgulho, já que, “além de termos sido a região com maior número de dormidas, hóspedes, receitas, pela primeira vez a região teve todos os seus municípios no índice nacional de estatística”, o que significa que todos eles têm já oferta hoteleira, o que não acontecia até 2023.
Outro motivo foi o facto de Lisboa ter crescido mais do que o Algarve no indicador das dormidas: “Pela primeira vez, crescemos mais em termos de dormidas que o Algarve, o Algarve costuma ter sempre esse número e Lisboa está a suplantar”.
Na região de Lisboa como no país, o crescimento turístico acontece, disse Carla Salsinha, porque “os outros setores da economia não têm a visão estratégica que o setor do turismo teve”, porque mesmo “passando por diferentes governos e diferentes ideologias [o turismo] traçou uma visão estratégica e ao longo destas últimas décadas, privados e público têm feito um caminho único de projetar o turismo com qualidade (…) e os resultados estão à vista a nível nacional”.
É isso, também que tem acontecido na região de Lisboa, onde “os 18 municípios têm vindo a fazer um trabalho notável na requalificação do espaço público, na requalificação do seu património, do seu património cultural e histórico”. Por outro lado, sublinhou ainda, as empresas destes municípios “estão de parabéns, porque são elas que trazem os turistas e que nos ajudam a catapultar”.
A presidente da região deixou também um elogio a Almada, ao dizer que “dos 18 municípios, quatro concentram 80% do turismo, mas o quinto é Almada, que ao longo dos últimos anos tem vindo a crescer constantemente em termos de turismo, não só porque fez uma aposta em determinados eventos mas também na qualificação” e “na defesa do seu património histórico e cultural”.
A terminar enalteceu o trabalho da ADHP e da hotelaria porque “o turismo só existe se existirem hotéis e os profissionais da hotelaria são o primeiro rosto que recebe os turistas”.


