Cadeia espanhola Meliá encerra operações em Cuba devido ao embargo dos EUA
A Meliá Hotels International anunciou esta terça-feira, 21 de julho, que vai encerrar todas as suas operações de gestão e marketing hoteleiro em Cuba a partir da próxima sexta-feira, 24 de julho, devido às dificuldades impostas pelas sansões dos Estados Unidos.
Em comunicado, a empresa, que há pouco mais de um mês já tinha abandonado a gestão de 15 dos 34 hotéis que operava no país, devido às sanções impostas ao Grupo Gaviota, explica que a decisão agora anunciada de sair de Cuba “responde às persistentes dificuldades operacionais, legais, económicas e financeiras que têm vindo a afetar o ambiente do país” na sequencia do embargo imposto pelos Estados Unidos e que “impedem a garantia de condições mínimas de estabilidade para o desenvolvimento da atividade”.
A empresa já comunicou à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), que a sua filial em Portugal, Ilha Bela – Gestão e Turismo Unipessoal Lda, sediada no Funchal, tomou a decisão de encerrar a operação em solo cubano a partir de 24 de julho.
A cessação da atividade da Meliá estende-se à utilização de marcas autorizadas, à atividade de acolhimento de turistas e à cadeia de abastecimento local ligada ao aprovisionamento dos estabelecimentos.
A cadeia hoteleira avança, no comunicado, que está a avaliar os impactos financeiros do abandono das operações em Cuba, incluindo a eventual revisão do valor contabilístico associado às operações naquele país.
Segundo avança o site espanhol Hosteltur, a empresa afirma que está a trabalhar no sentido de ” garantir uma transição ordenada e responsável, minimizando ao máximo o impacto sobre as diversas partes interessadas ligadas à operação, incluindo funcionários, clientes, fornecedores e parceiros locais, mantendo uma comunicação transparente com todos eles em todos os momentos, e também está, de acordo com o princípio da prudência, avaliando os impactos financeiros desta decisão “.
Sublinhe-se que a decisão da Meliá segue-se a uma ordem executiva emitida já este mês pelos Estados Unidos que impôs sansões ao Ministério do Turismo de Cuba proprietário dos grupos hoteleiros estatais Cubanacán, Gran Caribe e Islazul.


