Bruxelas quer criar Observatório de Combustíveis para monitorizar o mercado
A Comissão Europeia anunciou criação de um Observatório de Combustíveis para acompanhar as reservas na U.E., identificar e atuar rapidamente sobre uma eventual escassez. A medida surge no âmbito do Plano AccelerateEU, apresentado esta quarta-feira.
A Comissão Europeia apresentou esta quarta-feira, 22 de abril, o Plano AccelerateEU que integra um conjunto de medidas através das quais pretende responder à crise provocada pela guerra no Médio Oriente e acelerar a transição energética. O objetivo é “mitigar o impacto dos preços elevados e possíveis carências no setor da aviação da EU” e “clarificar as flexibilidades existentes no quadro da aviação europeia”, explica o comunicado difundido.
Entre as medidas propostas está a criação de um Observatório de Combustíveis, destinado a monitorizar em tempo real a produção, importação, exportação e níveis de reservas de combustíveis na União Europeia, o que permitirá “identificar rapidamente potenciais carências e, em caso de libertação de reservas de emergência, orientar medidas específicas para manter uma distribuição equilibrada de combustíveis”.
Neste âmbito, a Comissão Europeia pretende uma rápida implementação do plano de investimento que prevê mais combustíveis sustentáveis na aviação.
Em paralelo, Bruxelas defende uma coordenação mais apertada entre Estados-membros na gestão de reservas energéticas, e quer também acelerar a transição energética, com a apresentação de um Plano de Ação para a Eletrificação.
Na conferência de imprensa em que foi apresentado o Plano, o comissário para a Energia e Habitação, Dan Jørgensen, afirmou que “a Europa enfrenta mais uma crise energética fóssil. Isto deve ser um alerta e um ponto de viragem. Com o AccelerateEU, apoiamos os Estados-membros a fornecer alívio imediato aos mais afetados, ao mesmo tempo que aceleramos a transição limpa e a eletrificação.”
As medidas previstas no plano agora apresentado vão ser debatidas serão debatidas pelos líderes da UE no Conselho Europeu informal no Chipre, a 23 e 24 de abril.


