Blastness reúne hoteleiros para discutir reservas diretas, IA e rentabilidade
O evento, que juntou profissionais do setor, na passada quinta-feira, em Lisboa, explorou a forma como a tecnologia, a inteligência artificial e as estratégias orientadas por dados estão a transformar a distribuição hoteleira, o revenue management e a performance comercial dos hotéis.
Organizado pela Blastness, empresa italiana de tecnologia para hotelaria, contou com a participação da Google, Trivago e RMHub, empresa portuguesa especializada em revenue management e ativa no setor desde 2018.
Durante o encontro, foram abordados os principais desafios que impactam a distribuição hoteleira, desde a visibilidade online e a evolução do comportamento do consumidor digital até à crescente importância do reforço das estratégias de reservas diretas. Temas como a evolução do ecossistema digital, a aplicação prática da inteligência artificial na hotelaria as oportunidades para a melhoria da performance comercial e as estratégias de pricing, foram igualmente abordados.
“Na hotelaria de hoje, quem controla o canal direto controla a rentabilidade. Os hotéis já perceberam que depender exclusivamente das OTAs significa perder margem, dados valiosos e relação direta com os hóspedes”, afirmou Carla Costa, diretora da Blastness para a Ibéria.
A responsável sublinhou, também, que “o desafio atual não passa apenas por adotar as ferramentas certas de tecnologia e inteligência artificial, mas por utilizá-las estrategicamente para recuperar controlo e garantir um crescimento sustentável. A tecnologia, por si só, não é suficiente”, tendo defendido que “os hotéis precisam de parceiros capazes de combinar dados, visão estratégica e conhecimento humano para transformar informação em decisões rentáveis”.
De acordo com Carla Costa, os hoteleiros estão hoje mais atentos às estratégias comerciais: “Hoje os hotéis sabem que já não basta vender quartos. É essencial perceber quem reserva, porque reserva e através de que canais. Existe hoje uma preocupação muito maior com estratégia, performance e rentabilidade, e o mercado português está claramente mais preparado para esta mudança”.
O encontro terminou com um momento de networking entre participantes e parceiros dos setores da hotelaria e do travel-tech.


