Azores Airlines vai ter pelo menos 75% do capital privatizado em venda direta e sem passivo
O Governo dos Açores aprovou na quinta-feira, o caderno de encargos proposto pelo conselho de administração da SATA para a privatização da Azores Airlines, propondo a venda de pelo menos 75% da companhia. Esta sexta-feira o Governo Regional avançou que a venda será efetuada sem passivo.
O caderno de encargos para a privatização da Azores Airlines estabelece um modelo de “negociação particular” que vai ter de ser concluída até final do ano, segundo o plano de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia.
De acordo com o documento, “a negociação particular concretiza-se através de um processo de alienação de ações representativas de participação não inferior a 75% do capital social da SATA Internacional, eventualmente acompanhada de operações de alteração da estrutura de capital”.
O documento obriga o comprador a “não proceder a despedimentos coletivos, nem à extinção de postos de trabalhos existentes na SATA Internacional durante um período mínimo de 30 meses”, bem como a respeitar os acordos de trabalho em vigor.
O comprador fica ainda obrigado a manter a sede da empresa nos Açores por 30 meses, e a dar continuidade às rotas de São Miguel e Terceira com Lisboa e Porto, bem como as ligações para os Estados Unidos e Canadá.
Já esta sexta-feira, o Governo dos Açores confirmou que a Azores Airlines será privatizada sem dívida. “O passivo que foi construído ao longo destes muitos anos do grupo SATA ficará na SATA Holding. O que vamos vender no caso da Azores Airlines e no caso do ‘handling’ são empresas já desalavancadas desse passivo”, explicou Duarte Freitas, secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública.
A partir de agora, a SATA vai, segundo Duarte Freitas” continuar com contactos com potenciais interessados” até chegar uma “proposta firme” para a compra de pelo menos 75% do capital da Azores Airlines.


