Azores Airlines: Sindicato dos Pilotos exige “decisão imediata” e “transparência total” no processo
O Sindicato dos Pilotos (SPAC) exigiu esta sexta-feira uma “decisão imediata, transparência total e defesa intransigente do interesse público “no processo de privatização da Azores Airlines, alertando que “o prolongamento da indefinição agrava a fragilidade da empresa, destrói valor e compromete decisões essenciais de investimento e planeamento”
O Sindicato dos Pilotos, que no início de novembro aprovou, por larga maioria, o acordo negociado entre a Direção do SPAC e o Consórcio Newtour/MS Aviation, no contexto das negociações para a privatização da Azores Airlines, emitiu esta sexta-feira em que fala da situação “critica”, coloca questões e deixa alertas.
Perante a recomendação do júri de rejeitar a proposta do Atlantic Connect Group, o SPAC diz impor-se uma “questão incontornável: como é possível que fragilidades estruturais alegadamente conhecidas sejam invocadas apenas nesta fase avançada do processo? O arrastamento de decisões e a ausência de clarificação atempada têm custos concretos, que recaem sobre trabalhadores, empresa e região”.
Afirmando manter a posição “inequívoca que “não apoiar qualquer processo de privatização que coloque em risco o emprego, a sustentabilidade da empresa ou os interesses estratégicos da Região Autónoma dos Açores, nem aceitará soluções juridicamente frágeis ou financeiramente irresponsáveis”, o Sindicato dos Pilotos “rejeita firmemente qualquer tentativa de normalizar o impasse, de proteger decisões passadas através da inércia ou de usar o risco de encerramento como instrumento de pressão” porque “o status quo não é solução”.
Por isso exige “uma decisão imediata e um plano público, claro e calendarizado: seja para relançar a privatização com regras sólidas e transparentes, seja para avançar com uma alternativa equivalente, juridicamente segura e financeiramente sustentável”. Em qualquer dos casos deve haver “salvaguardas efetivas para os Trabalhadores, garantia de não prejuízo para a SATA Air Açores e uma governação responsável, orientada a resultados”.
Frederico Saraiva de Almeida, vice-presidente do SPAC, deixa alertas sobre “a situação crítica” que a empresa vive e frisa que a urgência na resolução do processo de privatização “não é política nem retórica — é regulatória, económica e operacional”.
Neste contexto, avisa que “o prolongamento da indefinição agrava a fragilidade da empresa, destrói valor e compromete decisões essenciais de investimento e planeamento. Sem uma solução validada e credível, o risco de medidas com impacto severo na operação e no emprego é real”.


