Azores Airlines: Newtour/MS Aviation repudia declarações feitas pelo SPAC em comunicado que considera “inaceitável”
Em comunicado emitido esta sexta-feira, 12 de setembro, o consórcio Newtour/MS Aviation, afirma ter sido surpreendido pelo comunicado divulgado a 11 de setembro pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) que considera “inaceitável” e “contendo falsidades”.
Repudiando o comunicado do SPAC (ler notícia aqui), o consórcio refere que o texto “além de ferir a confiança necessária a um processo que se quer sério e sereno”, difunde “um conjunto de falsidades” que “comprometam o futuro da SATA e a reputação empresarial dos envolvidos”.
O consórcio recorda que “passaram quase três anos” desde que “manifestou interesse no processo de privatização da SATA”, tendo assumido “desde a primeira hora, que um dos fatores que mais pesaria na decisão de avançar ou não com uma proposta de valor seria a discussão com os trabalhadores”.
“Era claro na altura, do mesmo modo que é hoje, que sem o envolvimento e o apoio do maior ativo da companhia aérea nenhum projeto seria bem sucedido”, razão pela qual “após o início formal das negociações com a SATA Holding, o Agrupamento abriu uma frente de diálogo com os sindicatos”, lê-se no comunicado.
Recorda, ainda, que a 13 de maio deste ano enviou ao sindicato um pedido de reunião que permitiu que as partes se sentasse à mesma mesa, pela primeira vez, 10 dias depois. Adiantando que “nos meses que se seguiram realizaram-se seis reuniões entre os delegados sindicais da companhia e o Agrupamento”, dá como exemplo a reunião realizada a 23 de julho, no SPAC, “na qual marcaram presença Carlos Tavares, Tiago Raiano, Paulo Pereira e Pedro Mendes”.
“O Agrupamento tem tudo devidamente documentado”, afirma o consórcio, que por isso declara “estranhar a posição agora assumida publicamente pela direção do SPAC, em claro contraste com o espírito das conversações em curso”. “Esse espírito construtivo vinha alimentando em todos um otimismo responsável, que culminaria com a apresentação, nas próximas semanas, de uma proposta de valor para a aquisição da companhia”.
Tanto assim que, no mesmo comunicado a Newtour/MS Aviation informa ter entrado na caixa de correio electrónico do SPAC, no passado dia 3 de julho, “um email que mostra bem a maturidade do diálogo entre as partes” e no qual “o Agrupamento assumiu a necessidade de otimizar “ os custos de operação por forma a poder garantir o sucesso da operação da SATA Internacional no dia seguinte à privatização””. No mesmo email, o Agrupamento acrescentava que “admitindo-se a possibilidade de alterar regras constantes do acordo de empresa, foi referido pela comissão de empresa que a discussão deveria continuar com a direção do SPAC, motivo pelo qual voltamos ao vosso contacto”.
Por tudo isto, o Agrupamento diz que “ao dia de hoje, o SPAC não pode – porque é manifestamente falso – alegar que não recebeu qualquer proposta formal. Coisa diferente é dizer que não tinha mandato da Assembleia de Empresa para se comprometer em nome dos pilotos, mas esse é um tema da vida interna da organização no qual o Agrupamento não se vai imiscuir”.
O consórcio reitera a disponibilidade para discutir a proposta que entregou ao sindicato, defendendo que a mesma deve ser analisada com “honestidade” e espera que seja convocada, muito em breve, uma assembleia-geral onde os pilotos tomem uma decisão sobre o seu futuro e o da SATA.
A terminar, o consórcio Newtour / MS Aviation afirma que “a situação da SATA é crítica e está a degradar-se a cada dia que passa”, e alerta que “qualquer projeto que tenha o genuíno propósito de garantir a viabilidade da companhia aérea só se concretizará com o envolvimento e com o compromisso dos trabalhadores”.


