Ayoub Jillar e Pedro Costa Ferreira falam dos turistas portugueses e do que Marrocos tem para oferecer na Convenção Bestravel
Na 21ª Convenção da Bestravel, em Casablanca, Ayoub Jillar, responsável do escritório do Turismo de Marrocos em Portugal, deu alguns números do mercado português, mas foi o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, que apresentou, a seu convite, as valias do destino Marrocos.
“Marrocos viveu um ano turístico excecional em 2025”, afirmou Ayoub Jillar, responsável do escritório do Turismo de Marrocos em Portugal, na 21ª Convenção da Bestravel, que terminou este domingo em Casablanca. Ao todo, o país recebeu 19,8 milhões de turistas, mais 14% do que em 2024. Já o mercado português cresceu 20%, para 220 mil turistas. Para Ayoub Jillar, trata-se de “um número significativo” e um “crescimento enorme que mostra que os portugueses viajam cada vez mais para o destino”, principalmente tendo em conta que “há três anos tivemos 80 mil turistas portugueses”.
Marrocos, disse, “é um destino muito viável para o mercado português”, um destino que “representa proximidade, segurança, sustentabilidade, autenticidade e uma variedade de experiências e uma boa relação qualidade-preço”.
O responsável sublinhou que o Turismo de Marrocos está a trabalhar com os operadores turísticos portugueses para que estes “programem mais o destino”, e como as companhias aéreas “para termos mais voos”. Disse também que o organismo está a “trabalhar com a APAVT para promover o destino”. Neste sentido recordou que em dezembro deste ano, a cidade de Marraquexe vai receber o Congresso da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo.
“Nós podemos demorar uma hora e chegar a Madrid, que é uma cidade fabulosa, para comer aquilo que comemos em Portugal, para conhecer as pessoas que conhecemos em Portugal, vermos a arquitetura que temos em Portugal, e por aí fora. E podemos demorar há mesma uma hora e vir até Marraquexe e ver tudo completamente diferente”
Facto curioso e a assinalar, Ayoub Jillar não falou das valias de Marrocos enquanto destino turístico, tendo passado a “bola” ao presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, que começou por destacar que Marrocos “é a coisa mais diferente de Portugal, que está muito próxima de Portugal”.
“Nós podemos demorar uma hora e chegar a Madrid, que é uma cidade fabulosa, para comer aquilo que comemos em Portugal, para conhecer as pessoas que conhecemos em Portugal, vermos a arquitetura que temos em Portugal, e por aí fora. E podemos demorar há mesma uma hora e vir até Marraquexe e ver tudo completamente diferente. Uma cultura diferente, uma gastronomia diferente, uma tradição completamente diferente. É um outro lado do mundo, a uma hora da viagem”, destacou Pedro Costa Ferreira.
Falou depois das condições para recepcionar turistas, realçando a “mobilidade fantástica, muito melhor do que em Portugal”, desde as estradas e autoestradas ao TGV, que tornam “fácil ir de um lado para o outro”. Referiu também a limpeza das ruas, sublinhando o “fantástico trabalho” que tem sido feito a este nível nos últimos anos e da tolerância que existe face a diferentes religiões, tendo considerado que “a questão da tolerância parece simples e natural mas é uma das coisas mais difíceis de alcançar no mundo de hoje”.
“Se olharmos para Marraquexe, é ótimo para short breaks porque está a uma hora de distância, e ótimo para MICE. Quando fizemos as primeiras visitas para prepararmos o congresso da APAVT, num espaço de poucos quilómetros temos três ou quatro anfiteatros onde podemos pôr mil pessoas sentadas”
O quarto fator de atratividade nomeado foi o da segurança, tendo afirmado que “é muito seguro, em qualquer sítio, a qualquer hora, estar em Marrocos”. Somou ainda um quinto fator: “há um povo acolhedor (…) os marroquinos são muito parecidos com os portugueses, sentimo-nos muito bem”.
Passando para outra área, Pedro Costa Ferreira salientou a “enorme diversidade da oferta. Se olharmos para Marraquexe, é ótimo para short breaks porque está a uma hora de distância, e ótimo para MICE. Quando fizemos as primeiras visitas para prepararmos o congresso da APAVT, num espaço de poucos quilómetros temos três ou quatro anfiteatros onde podemos pôr mil pessoas sentadas”.
Citou depois a riqueza cultural e histórica do destino, que permite variados circuitos; o turismo de aventura, sobretudo no deserto, onde “é fácil ir”, o atrativo que é o deserto com praia, onde se encontram “nichos de desportos fantásticos”. E depois, claro, há a praia porque “no final, Marrocos também é praia, mas é tudo o resto antes”.
Já a terminar, Pedro Costa Ferreira considerou que existe em Marrocos “um clima de oportunidade muito grande. Há o Campeonato do Mundo de Futebol, em Marrocos, Portugal e Espanha, um triângulo fantástico, próximo, com pessoas próximas e muito parecidas, e Marrocos está a fazer uma aposta extraordinária à volta deste triângulo”.



