Aumento de 9,4%: Proveitos totais do alojamento ultrapassam os 2 MM€ no 2º trimestre
Dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística na quinta-feira, 14 de agosto, indicam que no 2º trimestre deste ano, os proveitos totais do alojamento turístico aumentaram 9,4% em termos homólogos, com o número de hóspedes e dormidas a crescer a um nível bastante mais baixo: +3,6% e +2,4%, respetivamente.
Os dados mostram que de abril a junho, os proveitos totais do alojamento turístico ultrapassaram os 2 mil milhões de euros (2.040 mil milhões), com um aumento de 9,4% face ao mesmo período do ano passado. Já os proveitos de aposento totalizaram 1,6 mil milhões de euros, mais 9,4% do que no segundo trimestre de 2024. (+4,6% e +4,1% no trimestre anterior).
O INE ressalva que os resultados do 2º trimestre foram influenciados pelo período de férias da Páscoa que em 2024 se tinha concentrado essencialmente no primeiro trimestre.
Já no que se refere ao 1º semestre, o INE indica que os proveitos totais atingiram os 2.995,5 milhões de euros, +7,8% do que nos primeiros seis meses do ano passado, enquanto os proveitos de aposento aumentaram 8% no mesmo período, alcançando os 2.268, 5 milhões de euros.
No 2º trimestre, o número de hóspedes ascendeu a 9,2 milhões (+4,4% em termos homólogos) e o de dormidas aumentou 4,2% para 23 milhões. Já no semestre, o número de hóspedes cresceu 3,6% para 14,9 milhões, enquanto as dormidas aumentaram 2,4% para 36,4 milhões.
Ainda relativamente à totalidade do 1º semestre, de sublinhar que as dormidas de residentes aumentaram 6,0%, correspondendo a 10,7 milhões, enquanto as de não residentes cresceram 1,0%, totalizando 25,8 milhões.
Com os proveitos a aumentarem a uma taxa bastante superior daquela a que crescem os hóspedes e as dormidas, o crescimento do RevPAR e do ADR acelerou no 2º trimestre do ano.
Assim, no que se refere aos meses de abril a junho, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 80,9 euros, registando um aumento de 7,3% (+2,8% no trimestre anterior). Já o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 127,5 euros (+5,3%, após +2,8% no trimestre anterior).
O valor de RevPAR mais elevado foi registado na Grande Lisboa (129,7€), seguindo-se a RA Madeira (105,7€), região esta que registou, também, o maior aumento neste indicador (+19,9%), seguida do Centro (+16,1%).
Também ao nível do ADR, a liderança pertenceu à Área Metropolitana de Lisboa, com 165,3€, seguindo-se a RA Madeira que, com 128€, apresentou também neste indicador o maior crescimento (+17,4%).


