Atividade marítimo-turística em Sesimbra ameaçada, alerta a APECATE
Em causa está a atribuição de uma área do Porto de Abrigo de Sesimbra ao Clube Naval de Sesimbra que, segundo a associação “ameaça empregos, empresas e o futuro da economia local”.
A APECATE – Associação Portuguesa de Empresas de Congressos, Animação Turística e Eventos, emitiu um comunicado em que alerta para a “decisão iminente” que atribui uma área do Porto de Abrigo de Sesimbra ao Clube Naval de Sesimbra, no âmbito de um acordo com a Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS), destinada ao estacionamento de embarcações de recreio e lazer. Segundo a Associação, “esta decisão incide precisamente sobre o espaço que tem vindo a ser utilizado pelas embarcações da atividade marítimo-turística — um setor estruturante para a economia local”.
A Associação lamenta o facto de a atividade marítimo-turística continuar a “não dispor de uma área formalmente atribuída para operar”, apesar de ser responsável por uma parte significativa da dinamização económica, da criação de emprego e da promoção turística de Sesimbra.
“Com mais de 90 embarcações em atividade, as empresas marítimo-turísticas têm sobrevivido graças à cooperação informal com o setor da pesca e com a Docapesca. A concretização desta decisão reduzirá drasticamente o espaço disponível para estas empresas, deixando apenas cerca de 30 lugares para um setor que hoje representa um dos principais motores da economia local, ao mesmo tempo que reforça a capacidade da náutica de recreio, que já dispõe de aproximadamente 300 lugares”, frisa a APECATE.
Para a associação, as consequências “são claras e preocupantes”: encerramento iminente de dezenas de empresas, perda de mais de uma centena de empregos diretos, impacto negativo em toda a cadeia de valor do turismo local, e gravamento do desequilíbrio na gestão de um recurso público essencial.
Considerando “incompreensível que se privilegie o aumento da náutica de lazer em detrimento de um setor profissional que gera valor económico, emprego qualificado e notoriedade turística”, a APECATE e as empresas afetadas apelam a uma “reavaliação urgente desta decisão, com base em critérios de equidade, sustentabilidade económica e interesse público”.
“É fundamental encontrar uma solução equilibrada que reconheça o papel estratégico da atividade marítimo-turística e garanta condições mínimas para a sua continuidade.
Sesimbra não pode perder um dos seus pilares económicos. O mar não pode deixar de ser fonte de trabalho para passar a ser apenas espaço de lazer”, defende a associação.


