As agências portuguesas que participaram na V Convenção da DIT “vieram muito agradadas” disse César Clemente ao Turisver
Finda que foi a V Convenção DIT Ibérica que decorreu em Huelva, César Clemente, diretor comercial da DIT Portugal, em conversa com o Turisver, fez um balanço “muito positivo” do evento e do “espírito de família” que a envolveu, bem como da participação das agências de viagens portuguesas.
Que balanço é que faz da participação das agências portuguesas na V Convenção DIT Ibérica?
Faço um balanço muito positivo. Ficou demonstrado que apesar de termos sido adquiridos pelo Grupo Ávoris, continuamos a ser uma família. Acho que isso foi uma coisa que se notou muito. Continua a haver a proximidade, a haver intercâmbio de ideias, de maneiras de trabalhar, e continua a haver muita comunicação entre todas as agências. Penso que existe mesmo aquele espírito de estamos todos juntos no mesmo caminho, um verdadeiro espírito de família.
Pelo feedback que eu tive, as agências portuguesas vieram muito agradadas, quer com as apresentações que foram feitas, quer com o próprio ambiente da Convenção, e isso é muito positivo, acho que correu mesmo muito bem.
Uma coisa que foi notória é que havia uma parte só para as agências portuguesas, ou seja, não puseram as agências portuguesas a ouvir tudo o que era diretamente direcionado para as espanholas. Isso foi, obviamente, estruturado e pensado?
Foi porque, apesar de nós pertencermos a um grupo espanhol, há coisas que são completamente diferentes. O grosso das nossas agências são espanholas, mas temos agências portuguesas e elas têm direito à sua autonomia. E sim, o programa, em dois dias, teve partes que eram completamente dedicadas às agências portuguesas, em que os agentes de viagens espanhóis estavam a fazer uma coisa e os portugueses estavam a fazer outra, completamente diferente, e o programa para os portugueses era especificamente sobre as coisas direcionadas ao nosso mercado.
Houve uma participação especial do presidente da APAVT, que veio falar aos agentes de viagem sobre a temática dos consultores / freelancers. Foi uma sessão muito participada? Faço esta pergunta porque, como sabe, a imprensa não pôde estar presente…
Sim, foi, estiveram lá todas as agências porque é um assunto que está na ordem do dia, e nós quisemos que as nossas agências tivessem conhecimento do que está a ser feito, que tivessem conhecimento da parte de alguém da associação, porque a APAVT já há dois anos que anda a estudar isso, nomeadamente com o Departamento Jurídico, e até emitiram pareceres sobre essa situação para o secretário de Estado do Turismo, para o presidente do Turismo de Portugal e para o inspetor-chefe da ASAE.
A ideia foi que as nossas agências tivessem conhecimento de causa do que está a ser feito, daquilo que, juridicamente, pode ser feito ou não, porque achamos que existe muita desinformação e muita contrainformação e isso não é produtivo. Para abordar este tema tivemos a colaboração do Pedro Costa Ferreira e da APAVT, que se disponibilizou para estar junto das nossas agências e esclarecer essas situações. Foi um debate muito interessante, tínhamos previsto meia hora de debate, e ao fim de uma hora e vinte eu tive de cortar, porque tínhamos outras coisas. Por aí se vê que foi um debate muito participado, foi uma conversa bastante interessante.
“Estava aqui uma agência, por exemplo, que entrou há cerca de uma semana, e que quando entrou ficou muito admirada por eu a ter convidado logo para vir à Convenção. Isso aconteceu porque na DIT a partir do momento em que a agência entra no grupo, merece saber tudo, tem direito a tudo, por isso, tem toda a lógica que esteja presente na nossa Convenção”
Notei que estiveram presentes na Convenção algumas agências que entraram recentemente na DIT Portugal. Para vocês é muito positivo que as agências entrem e comecem logo a participar?
Nós somos apologistas disso mesmo. Estava aqui uma agência, por exemplo, que entrou há cerca de uma semana, e que quando entrou ficou muito admirada por eu a ter convidado logo para vir à Convenção. Isso aconteceu porque na DIT a partir do momento em que a agência entra no grupo, merece saber tudo, tem direito a tudo, por isso, tem toda a lógica que esteja presente na nossa Convenção.
Posso dizer que essa agência falou comigo no sábado à noite e agradeceu-me por eu ter insistido para vir porque tinha ficado com a ideia do que é que é a DIT, o que é que é o conceito de família DIT, e da dimensão que a DIT tem.
Sei que não me vai dizer onde é que vai ser para o ano a Convenção da DIT em Portugal, mas em termos de datas, serão sensivelmente as mesmas desta ou será noutra época do ano?
O local não vou dizer por uma questão muito simples, eu não sei, e vou ser muito sincero, neste momento ainda nem sequer está a começar a ser equacionado. Tenho duas ou três ideias na cabeça, mas ainda não foram debatidas com o Lander Arriaga [diretor-geral da DIT Gestión e da DIT Portugal] nem com ninguém, mas será uma questão de dois ou três meses.
A nível datas, previsivelmente será mais ou menos nesta altura. Poderá antecipar-se um bocadinho, porque cada vez mais tem-se visto que o produto é colocado no mercado com maior antecedência. Neste momento já temos, há cerca de um mês, produto para o próximo ano e já se está a vender e os operadores dizem que estão a ter bastantes vendas. As vendas estão a antecipar-se cada vez mais, por isso se calhar pode ser que se antecipa alguma coisa nas datas da Convenção, mas será sempre mais semana, menos semana, mais 15 dias, menos 15 dias.


