ARAC define prioridades para 2026 e alerta para “fase particularmente exigente” do setor
A ARAC – Associação Nacional dos Locadores de Veículos aprovou a 10 de abril, o relatório e contas do exercício de 2025, e o Plano de Atividades e Orçamento para 2026, tendo alertado para o momento “particularmente exigente” que o setor atravessa.
Segundo a ARAC, a transição energética, a digitalização crescente, o aumento dos custos operacionais e a necessidade de adaptação a novas exigências regulatórias e fiscais, tanto a nível nacional como europeu, marcam a “fase particularmente exigente” que o setor está a atravessar.
Entre os principais que se colocam à atividade, a associação destaca “a integração progressiva de veículos elétricos e híbridos nas frotas, o impacto do aumento do custo dos veículos e das condições de financiamento, a pressão da fiscalidade automóvel sobre a estrutura de custos das empresas e a adaptação a novos modelos de utilização do automóvel, cada vez mais assentes em soluções flexíveis de mobilidade”.
Relativamente à transição energética, a associação sublinha que as empresas estão a ser obrigadas a “repensar os seus modelos operacionais, nomeadamente ao nível da gestão do ciclo de vida dos veículos, dos valores residuais e das operações de manutenção”, sublinhando que que esta evolução deve ser acompanhada por “condições adequadas, designadamente ao nível das infraestruturas de carregamento, dos incentivos ao investimento e da sustentabilidade económica das empresas”.
No domínio da digitalização da gestão de frotas a ARAC afirma que vai continuar a “defender a simplificação administrativa, a modernização dos sistemas públicos e o reforço da interoperabilidade entre plataformas”.
Já no plano fiscal, a prioridade continua a residir na “correção das distorções” que continuam a “penalizar a competitividade das empresas face a outros mercados europeus”, pelo que “continuará a intervir junto das entidades competentes no sentido de promover um sistema mais equilibrado e adequado à realidade do setor”.
A associação, que vai continuar a acompanhar o desenvolvimento de iniciativas legislativas a nível europeu com impacto na atividade, assegura que continuará também a priorizar o “combate ao aluguer ilegal de veículos”, defendendo o “reforço da fiscalização e a promoção de um mercado mais transparente, regulado e concorrencial”.
Prioridades para 2026
Para 2026, a ARAC definiu como “prioridades estratégicas o reforço da representação institucional do setor, o acompanhamento da evolução legislativa e fiscal, o apoio técnico às empresas associadas na adaptação às novas exigências do mercado, a promoção do debate sobre mobilidade e inovação e a valorização do contributo económico da locação automóvel no contexto da mobilidade e do turismo em Portugal”.
Destaque ainda para o reforço de protocolos e parcerias institucionais, a implementação do protocolo ARAC–ANSR, a promoção de medidas de apoio ao investimento, à descarbonização das frotas e à transição digital, bem como o desenvolvimento de novos serviços de apoio aos associados. Está ainda prevista a realização da VII Convenção Nacional da ARAC e a continuidade do trabalho do Observatório Económico.
No ano em que assinala 51 anos de atividade, a ARAC pretende reforçar o seu “papel como entidade representativa do setor e o seu compromisso com a promoção de um mercado de locação automóvel mais competitivo, moderno e sustentável”.


