Apesar do abrandamento em novembro, proveitos acumulados do alojamento já ultrapassaram totais do ano de 2024
Dados do INE revelam que, de janeiro a novembro, os proveitos totais do alojamento turístico e os de aposento ultrapassaram já os da totalidade do ano de 2024. Ainda assim, o 11º mês do ano foi de abrandamento no crescimento dos proveitos e de decréscimos no RevPar e no ADR.
Em novembro, os proveitos totais do alojamento turístico em Portugal atingiram 393,5 milhões de euros (+2,1% em termos homólogos) e os de aposento ascenderam a 289,3 milhões (+1,6% face ao mesmo mês de 2024). Trata-se, no entanto, de um forte abrandamento do crescimento, se comparando com os verificados em outubro, quando os aumentos foram de +7,2% e +5,9%, respetivamente.
O Instituto Nacional de Estatística realça, no entanto, que, apesar deste abrandamento, “os proveitos acumulados no ano até novembro (6,8 mil milhões de euros de proveitos totais e 5,2 mil milhões de euros de proveitos de aposento) já ultrapassaram os valores anuais registados em 2024 (6,7 mil milhões de euros e 5,1 mil milhões de euros, pela mesma ordem)”.
A Grande Lisboa foi a região que mais contribuiu para a globalidade dos proveitos de novembro (36,9% dos proveitos totais e 39,4% dos proveitos de aposento), seguida do Norte (16,8% e 17,0%, respetivamente) e da RA Madeira (15,4% e 14,6%, pela mesma ordem).
No entanto, os acréscimos mais expressivos de proveitos ocorreram no Algarve (+12,5% nos proveitos totais e +15,3% nos de aposento), na RA Madeira (+10,6% e +11,2%, pela mesma ordem) e no Alentejo (+9,3% e +12,4%, respetivamente). Já a Grande Lisboa foi a região que apresentou os decréscimos mais acentuados (-4,3% nos proveitos totais e -5,3% nos relativos a aposento).
RevPAR e ADR com decréscimos em novembro
Os dados publicados pelo INE mostram que, no mês em análise, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 47,1€ no conjunto dos estabelecimentos de alojamento turístico, refletindo uma diminuição de 2,2% (+3,0% em outubro). Já o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 97,8€ (-0,1%, após +3,3% em outubro).
O INE sublinha, a propósito, que durante todo o ano de 2025 “para além de novembro, apenas em março se registaram decréscimos nestes indicadores (-2,0% e -0,8%, respetivamente), influenciados pelo efeito de calendário associado ao período de Páscoa”.
A Grande Lisboa protagonizou o valor de RevPAR mais elevado, com 86,9€, seguindo-se a RA Madeira, com 78,1€, sendo que esta foi a região que registou o maior crescimento neste indicador (+10,4%). No polo oposto, os maiores decréscimos registaram-se na Grande Lisboa (-8,8%) e na RA Açores (-5,1%).
Também ao nível do ADR, os valores mais elevados registados em Novembro aconteceram na Grande Lisboa (129,7 euros) e na RA Madeira (106,7 euros), tendo esta última apresentado também neste indicador o maior crescimento (+11,6%), enquanto a Grande Lisboa registou o maior decréscimo (-6,4%).
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