APAVT reivindica prorrogação dos prazos de pagamento da dívida
Prorrogação dos prazos de pagamento da dívida contraída pelas empresas durante a pandemia, pressionar Bruxelas para que a nova Diretiva das Viagens organizadas não seja injusta para as agências de viagens e as obras no Aeroporto da Portela foram algumas das reivindicações deixadas por Pedro Costa Ferreira.
Na sessão de abertura do 47º Congresso da APAVT que decorre em Ponta Delgada, o presidente da Associação enumerou desafios e avançou reivindicações, colocando o foco nas situações que consideram mais importantes “no curto prazo” para as agências de viagens, tendo defendido “a prorrogação do pagamento do serviço da dívida contraída ao longo da pandemia para quem o necessite”.
“Não será demais lembrarmos, não apenas que as dívidas foram contraídas porque os apoios foram insuficientes, mas sobretudo que bastará alargarem aos restantes processos de empréstimos, o excelente exemplo que tem dado o Turismo de Portugal”, afirmou.
Exigiu também o cumprimento da promessa relativa à nova tranche do Programa Apoiar, que teria resposta afirmativa logo a seguir, na intervenção de Nuno Fazenda, secretário de Estado do Turismo.
A Diretiva das Viagens Organizadas foi outro dos temas focados, com Pedro Costa Ferreira a pedir ao secretário de Estado do Turismo que seja exercida pressão sobre Bruxelas “para que não saia ainda mais desequilibrada ao longo da cadeia de valor e ainda mais injusta para as agências de viagens”, Dirigindo-se diretamente a Nuno Fazenda, o presidente da APAVT declarou: “É mesmo preciso, senhor secretário de Estado, que as palavras bonitas sobre justiça e solidariedade não correspondam a sucessivas concessões aos lobbies dos mais poderosos”.
Outro dos focos da intervenção de Pedro Costa Ferreira teve a ver com o Aeroporto de Lisboa. “Há mais de dez anos que acompanhamos esse processo, temos boas e fundadas razões para não acreditamos numa decisão em 2023. E sem decisão, evidentemente, não podemos acreditar numa solução que seja implementada nos próximos anos”, afirmou.
Face a esta situação, declarou, “resta-nos exigir que façam o que neste momento parece ainda possível fazer, que são as obras no aeroporto da Portela, permitindo melhorar a operacionalidade e eficiência desta infraestrutura.
Pedro Costa Ferreira foi ainda mais incisivo, ao declarar: “Senhores políticos, simplesmente deixem que as obras avancem. Não evitarão a vergonha, que se colou a todos os que contribuíram para a atual situação, mas pelo menos mitigarão as consequências deste processo tão trágico como ridículo”.


