AP Hotels & Resorts ruma a Lisboa em 2024 com hotel na Praça da Figueira
Após 2022 ter sido o melhor ano de sempre para o Grupo AP Hotels & Resorts, as perspetivas para 2023 são ainda melhores, com os preços a crescerem entre 18 a 25% face ao ano passado, disse o diretor-geral do Grupo. Emanuel Freitas avançou também que o próximo passo da AP Hotels é a abertura de uma unidade em Lisboa em 2024
“O ano de 2022 foi o melhor ano de sempre para a AP Hotels” em volume de negócios, um ano em que “crescemos 38% relativamente ao melhor ano de sempre, que tinha sido o de 2019”, começou por afirmar Emanuel Freitas, diretor-geral da AP Hotels & Resorts, em conversa com os jornalistas na Bolsa de Turismo de Lisboa, onde o Grupo esteve uma vez mais presente.
A justificar este crescimento estiveram factos como “a abertura dos mercados” e a “manutenção do mercado português” – que tinha sido o principal mercado em 2021 e o grande suporte da operação do Grupo durante a pandemia – aliados aos “investimentos do Grupo na remodelação de algumas das suas unidades”. Tudo junto, frisou Emanuel Freitas, “consolidou a marca no mercado”.
O regresso de mercados como o inglês, o francês, o alemão e o holandês levaram a que o peso do mercado nacional diminuísse, mantendo-se no entanto, consistente e “dominante, em conjunto com o inglês”. Para isso contribuíram as unidades Adriana Beach Resort (Praia da Falésia, Albufeira) e o AP Cabanas Beach & Nature (Cabanas de Tavira) que “sempre tiveram uma forte apetência para o mercado nacional”. Já no Oriental Beach, na Praia da Rocha, “o mercado inglês teve um grande crescimento, que não é normal na Praia da Rocha, mantendo também o mercado alemão”.
Emanuel Freitas destacou também o crescimento do segmento de golfe na área de Tavira, “um segmento que não era muito explorado e nós começámos a fazê-lo, conseguindo um crescimento exponencial no Maria Nova Lounge [em Tavira] e agora também na nossa unidade de Cabanas de Tavira”.
Depois de Viana do Castelo, Lisboa é o próximo destino da AP Hotels
O ano de 2022 ficou também marcado na AP Hotels pela saída da sua zona de conforto, o Algarve, onde até ao “salto” para Viana do Castelo se situavam todas as suas unidades hoteleiras. Agora, o grupo rumou ao Minho, onde muito recentemente abriu portas o AP Dona Aninhas, no centro histórico de Viana do Castelo, um boutique hotel de quatro estrelas, com 64 quartos e suites em três pisos temáticos: a filigrana, os bordados de Viana e os navegadores. Nesta unidade, afirmou Emanuel Freitas, “o objetivo é atingir um nível de personalização de serviço que torne o espaço muito agradável”.
Inquirido sobre se o grupo irá continuar a investir a Norte depois do AP Dona Aninhas, Emanuel Freitas respondeu que tal não acontecerá a breve prazo. “Os nossos objetivos, neste momento, passam pela abertura de uma unidade hoteleira em Lisboa”, concretamente o AP Lisboa, na Praça da Figueira, no edifício pombalino onde está a Confeitaria Nacional, o que deverá acontecer “durante o primeiro semestre de 2024”.
O projeto, um investimento em parceria com a Pujolinvest Properties de que a AP Hotels ficará com a gestão, está neste momento numa fase de “desenvolvimento de especialidades”, especificou, mas, frisou, “gostaríamos de iniciar a recuperação do edifico o mais breve possível para atingirmos o objetivo de abrirmos em 2024”.
A vinda para Lisboa não significa, no entanto, de acordo com o responsável, que o Grupo não esteja atento a outras oportunidades de negócio que o leve para outras paragens, apesar de esse não ser o objetivo imediato.
Reservas diretas atingiram 25% mas tour operação ainda pesa 35%
As reservas diretas, através do site dos hotéis, representam já 25% do total e o diretor-geral da AP Hotels assegura que o grupo quer continuar a crescer neste tipo de reservas. As reservas através de OTAs também tiveram um crescimento assinalável. Em termos globais, o grupo vive com os diversos canais de distribuição: “Temos uma tour operação tradicional em diferentes mercados que tem ainda um peso em torno dos 35%, sendo que o restante é dividido entre as OTAs e as reservas diretas”.
Relativamente às perspetivas para 2023, Emanuel Freitas afirmou que “o arranque do ano está a ser fantástico, com “excelentes ocupações, quer em Janeiro que em fevereiro” nas unidades do grupo que se mantiveram abertas todo o inverno.
Para o resto do ano “todos os indicadores apontam para um forte crescimento no ADR e para a consolidação das ocupações”, pelo que “se mantivermos esta dinâmica, 2023 voltará a ser um ano excecional, acima daquilo que foi 2022”.
O aumento dos preços na hotelaria tem sido um assunto na ordem do dia, com o diretor-geral da AP Hotels a comentar que “Portugal ainda tem capacidade de fazer subir os seus preços de venda porque somos um país de turismo, temos um produto extraordinário, uma grande diversidade de oferta turística, excelentes unidades hoteleiras e produtos de referência ainda com capacidade de fazerem crescer os seus preços em comparação com destinos concorrentes”.
No grupo, informou o responsável, o preço médio supera os 130€, um valor que sofrerá aumentos este ano “entre os 18 e os 25%”.
Porque para aumentar preços há que prestar serviços de qualidade, o Grupo AP Hotels desenvolveu “um conjunto de benefícios” para os seus trabalhadores e mesmo para as equipas que trabalham de forma sazonal que se têm mantido fiéis ao Grupo porque “a fidelização das equipes é fundamental para prestarmos um serviço de qualidade”.


