ANAV preocupada com risco de instabilidade no handling aeroportuário
Em comunicado, a ANAV dá conta da sua preocupação relativamente ao risco de instabilidade no handling aeroportuários a poucos meses do verão e apela às autoridades para que assegurem “uma solução estável” para o processo em torno da atribuição de licenças.
No comunicado emitido esta quinta-feira, 26 de março, a ANAV – Associação Nacional de Agências de Viagens veio mostrar a sua preocupação relativamente à “incerteza em torno do processo de atribuição de licenças de assistência em escala (handling) nos aeroportos portugueses”, tendo alertado para o “risco de disrupções operacionais em fases críticas para o turismo nacional”.
Em causa estão os desenvolvimentos recentes do concurso, nomeadamente a contestação judicial em curso e o facto de o processo não se encontrar concluído a cerca de dois meses do prazo limite definido.
Miguel Quintas, presidente da ANAV, explica que a situação “levanta sérias dúvidas quanto à estabilidade operacional do setor aeroportuário, podendo traduzir-se em impactos negativos na pontualidade dos voos, no tratamento de bagagens e na experiência global dos passageiros durante a época alta”.
“Estamos a entrar numa fase decisiva para o turismo nacional com demasiadas incertezas. Temos ainda a pairar sobre nós o que acontecerá com o EES (novo software utilizado nos aeroportos), que foi retomado novamente, e surgem agora mais nuvens sobre os aeroportos portugueses, sobretudo o de Lisboa. O setor precisa de previsibilidade e não pode correr riscos numa área tão crítica como o handling aeroportuário”, acrescenta Miguel Quintas.
Além disso, a ANAV com o impacto direto que eventuais constrangimentos poderão ter nas agências de viagens, uma vez que estas poderão ser chamadas a gerir alterações operacionais, atrasos ou irregularidades, “com reflexos na confiança dos consumidores e na qualidade do serviço prestado”.
Assim, a associação apela às autoridades competentes no sentido de assegurarem “com caráter de urgência, uma solução estável que garanta a continuidade, a fiabilidade e a eficiência das operações aeroportuárias, salvaguardando o normal funcionamento do setor turístico em Portugal”.


