ANAV apoia reprivatização da TAP mediante “premissas inegociáveis” e quer agentes de viagens a serem ouvidos
Em comunicado difundido a 11 de julho, a ANAV afirma-se favorável à reprivatização da TAP “mediante o cumprimento de premissas inegociáveis”, como a garantia de manutenção do “hub” em Lisboa. A Associação quer, também, que os agentes de viagens sejam ouvidos no processo.
Lembrando que, num passado recente, já se havia mostrado favorável à privatização da TAP, a ANAV – Associação Nacional de Agências de Vagens, vem agora “reforçar o apoio a esta decisão”. Ainda assim, enumera “premissas inegociáveis”, defendendo a inclusão de várias cláusulas contratuais obrigatórias, para que o processo de reprivatização “seja benéfico para o país”.
Uma dessas premissas é a “garantia da manutenção do hub em Lisboa”, com a Associação a mostrar-se contrária a qualquer cenário que retire o hub de Lisboa em benefício de outros, como por exemplo Madrid. “Esta ameaça pode ser mitigada no contrato de venda – desde que este seja bem estruturado”, afirma.
Outra premissa de que não abdica é a “defesa dos interesses dos stakeholders”. Neste ponto, a Associação reforça que “a privatização só é válida se se salvaguardar todo o ecossistema envolvido em torno daTAP, nomeadamente as agências, hotelaria, restauração, eventos e infraestruturas aeroportuárias”.
A Associação pede respeito por todos os stakeholders, sobretudo as agências de viagens, que geram cerca de 40% das reservas, apelando por isso à “inclusão formal dos agentes de viagens no processo decisório”, garantindo uma participação significativa na definição de contratos e processos pós-privatização.
A ANAV pretende, igualmente, que seja feita uma “monitorização próxima do processo”, com o objetivo de impedir que sejam ignorados os interesses dos que trazem turistas e movimentam a economia.
Citado no comunicado, Miguel Quintas, presidente da ANAV, ressalva a importância de se respeitar os que ajudam a fazer da TAP um dos maiores ativos do país: “É impossível levar a bom porto um processo de privatização da TAP sem ter em consideração, sem ouvir, todos os restantes protagonistas que, juntamente com a companhia aérea, fazem do Turísmo português uma referência mundial. Neste sentido, mantendo a linha de coerência habitual, somos a favor da privatização, mas apelamos ao bom senso dos decisores para que tenham em conta todos os que fazem parte do ecossistema”.


