ANAV apela a acordo na easyJet e exige proteção dos passageiros e agências de viagens
Em comunicado emitido esta quinta-feira, a Associação alerta para o impacto da paralisação, marcada para os próximos dias, em dezenas de milhares de passageiros e pede comunicação antecipada e soluções concretas para as viagens afetadas.
A Associação Nacional de Agências de Viagens (ANAV) apelou esta quinta-feira, a um acordo na easyJet que permita evitar a greve anunciada para os dias 2 a 6 de outubro, e depois entre 19 e 23 de dezembro numa altura “particularmente sensível para o setor do turismo e para milhares de passageiros”.
“De acordo com a informação atualmente disponível, a paralisação poderá afetar cerca de 80 mil passageiros e 500 voos apenas no primeiro período previsto, antes da definição dos serviços mínimos”, alerta a entidade.
Afirmando que “respeita integralmente o direito à greve”, a ANAV considera, no entanto, que “o exercício deste direito deve ser acompanhado de igual respeito pelos direitos dos passageiros e pelo trabalho dos profissionais das agências de viagens”.
“O direito à greve é inquestionável, mas também é fundamental garantir que os passageiros não ficam sem respostas e que os profissionais das agências de viagens têm condições para proteger as viagens dos seus clientes”, afirma Miguel Quintas, presidente da ANAV.
“A prioridade deve ser agora encontrar uma solução que minimize os impactos da paralisação e, idealmente, permita alcançar um acordo antes do seu início”, lê-se no comunicado em que a ANAV apela “à responsabilidade de todas as partes, tendo em conta que estão em causa férias de famílias, compromissos pessoais e profissionais, viagens organizadas e o trabalho de milhares de profissionais do setor do turismo”.
Considera igualmente essencial que a comunicação aos passageiros seja feita com a maior antecedência possível e de forma individualizada, sobretudo relativamente às viagens que se encontram dentro dos 14 dias anteriores à partida.
“Quando uma viagem está próxima da data de partida, cada hora conta. É necessário saber rapidamente quais os voos afetados, quais as alternativas disponíveis e como podem ser protegidas as viagens organizadas. As agências precisam de informação e de soluções operacionais concretas para poderem agir junto dos seus clientes”, acrescenta Miguel Quintas.
A associação alerta ainda para o facto de a greve ocorrer num “período particularmente delicado do calendário, marcado por feriados e pela época de Natal, quando a procura de viagens aumenta significativamente e a capacidade de encontrar alternativas é naturalmente mais limitada”.
Neste contexto, a ANAV reforça a importância do diálogo entre ambas as partes, de forma a “chegar a um entendimento antes do início da paralisação”. No caso de a grave avançar, considera “fundamental” que exista “uma resposta operacional clara, atempada e coordenada que permita salvaguardar, tanto quanto possível, os direitos dos passageiros e das empresas e profissionais que trabalham para assegurar as suas viagens”.


