ANAV alerta para cuidados na compra de viagens a consultores e angariadores online
A Associação recomenda que os clientes confirmem a identidade do consultor, a sua ligação à agência de viagens e o destinatário do pagamento antes de efetuarem qualquer compra, a fim de evitarem riscos de fraude.
A ANAV – Associação Nacional de Agências de Viagens está a alertar os consumidores para uma série de cuidados que devem ter ao efetuarem a compra de viagens através de angariadores online, sobretudo se os contactos forem feitos através de redes sociais, aplicações de mensagens ou outros canais digitais.
Antes de efetuar qualquer pagamento, o consumidor deve “certificar-se que conhece a agência responsável pela venda, que o angariador está contratualmente autorizado a representá-la e que os valores serão entregues à entidade correta”.
Miguel Quintas, presidente da ANAV, frisa que “a existência de uma relação comercial entre uma agência e um angariador não significa automaticamente que este esteja autorizado a receber dinheiro em nome da empresa. Essa autorização deve ser expressa, verificável e confirmada diretamente pela agência responsável”.
Por isso, antes da transferência de valores, deve ser feita uma validação junto da própria agência, utilizando os contactos oficiais publicados no site da empresa ou no RNAVT – Registo Nacional de Agências de Viagens e Turismo, e “não apenas através dos contactos fornecidos pelo próprio angariador”.
Os pagamentos são apontados como um dos principais pontos críticos na compra de viagens a angariadores e consultores online. Por isso, a ANAV defende que estes devem ser feitos exclusivamente através de canais oficiais da agência — como contas bancárias identificadas, plataformas de pagamento ou referências multibanco — e nunca para contas pessoais de consultores ou terceiros.
A Associação alerta ainda para eventuais alterações de IBAN comunicadas durante o processo de compra, especialmente através de mensagens instantâneas, SMS ou email, devendo qualquer alteração ser confirmada diretamente com a agência de viagens.
“Antes de pagar, o consumidor deve saber exatamente quem lhe está a vender a viagem, qual é a agência responsável, quem irá receber o dinheiro e qual é a documentação que comprova a compra. Esta verificação demora pouco tempo e pode evitar situações de fraude ou enormes dificuldades na recuperação dos valores pagos”, acrescenta Miguel Quintas.
A inexistência de documentação formal é outro fator de risco a ter em conta pelo consumidor. “Antes do pagamento, deve existir uma proposta escrita com a identificação da agência responsável, o número de RNAVT, o angariador, os serviços incluídos, o preço total, as condições de pagamento e as regras de alteração, cancelamento e reembolso”, afirma a ANAV, acrescentando que após a contratação, o consumidor deve receber a documentação correspondente: confirmação de reserva, fatura, bilhetes, vouchers e restantes condições aplicáveis. “Mensagens informais, conversas em redes sociais ou capturas de ecrã não substituem a documentação comercial adequada”, avisa.
A Associação resume a sua recomendação numa regra simples: “antes de pagar, confirme quem vende, qual é a agência responsável, se o angariador está autorizado, quem recebe o dinheiro e que documentação protege a compra”.
Entre os principais sinais de alerta apontados pela ANAV, estão:
- ausência de identificação da agência ou do respetivo número de RNAVT;
- inexistência de prova da ligação entre o consultor e a agência indicada;
- pedidos de pagamento para contas pessoais ou de terceiros;
- beneficiários bancários que não correspondem à entidade contratada;
- pressão para efetuar pagamentos imediatos;
- preços anormalmente baixos face ao mercado;
- alterações inesperadas de IBAN;
- ausência de contrato, confirmação de reserva ou fatura;
- pedidos de palavras-passe ou códigos bancários;
- tentativas de impedir o contacto direto com a agência.


