Alcochete a funcionar em 2035 é um “cenário idílico”, diz o presidente da ANA
Para o presidente da ANA – Aeroportos de Portugal, só num “cenário idílico” se pode pensar que o novo aeroporto, em Alcochete, estará a funcionar em 2035. José Luís Arnaut lamentou ainda que a hipótese do Montijo não tivesse avançado.
Entrevistado pelo presidente da APAVT no segundo dia do Congresso da Associação, que decorre em Macau, o presidente da ANA – Aeroportos de Portugal, foi defender a opção Montijo como aeroporto complementar à Portela. Considerando um “erro estratégico” que a opção não tivesse sido esta, defendeu que “se a história tivesse sido outra, o aeroporto do Montijo estava a funcionar e o de Lisboa estava a crescer”.
Sobre Alcochete e a perspetiva de uma data para a sua abertura, Arnaut não se comprometeu, lembrando, aliás, que “o prazo que está na proposta é 2037, porque era preciso termos algumas válvulas de segurança”.
Ainda assim, garantiu que a ANA fará tudo para antecipar a data: “Vamos acelerar e vamos ter Alcochete a funcionar o mais depressa possível (…) porque é o interesse do país”, e isso “está acima de tudo”.
Afirmando que a ANA está a trabalhar com o Governo no sentido de reduzir os prazos, alertou que o que está em causa é a construção de um aeroporto “cinco vezes o aeroporto Humberto Delgado”, pelo que os trabalhos serão demorados, mesmo que alguns possam decorrer em simultâneo.
Sem assumir compromissos, José Luís Arnaut garantiu que gostaria que Alcochete estivesse concluído em 2035 mas, considerou que “estamos a falar num cenário idílico”.
José Luís Arnaut avançou ainda que as obras de expansão da Portela, um investimento da ordem dos 200 milhões de euros, deverão estar concluídas em 2027.


