Air France-KLM e Lufthansa reiteram interesse em continuar na corrida à privatização da TAP
Após o Governo ter anunciado que a Air France-KLM e a Lufthansa são convidadas a apresentarem propostas vinculativas para a compra da TAP, ambos os grupos reagiram, manifestando a sua satisfação e reiterando o interesse em manterem-se no processo.
No comentário enviado à imprensa, o Grupo Lufthansa começa por afirmar que “acolhe com satisfação” a declaração do Governo de que será convidada a participar na próxima fase do processo, acrescentando que “aguardamos com expectativa o aprofundamento do nosso envolvimento no processo de privatização, com vista à apresentação de uma proposta vinculativa em julho, e estamos confiantes na nossa capacidade de apresentar uma oferta sólida, atrativa e competitiva para Portugal”,
No comunicado, o Grupo Lufthansa reitera “o seu forte interesse na TAP Air Portugal, que considera uma companhia com elevado valor estratégico no panorama da aviação europeia”, defendendo que “a posição geográfica da TAP, a força da sua marca e a sua presença em mercados-chave de crescimento conferem a Lisboa um papel relevante nas considerações estratégicas do Grupo”.
“Com base na sua experiência comprovada no desenvolvimento e integração de companhias aéreas, o Grupo Lufthansa identifica oportunidades para reforçar a conectividade, expandir rotas estratégicas e apoiar o crescimento sustentável de longo prazo da TAP, criando valor para a empresa, para Portugal e para todos os stakeholders”, lê-se ainda no comentário divulgado.
Air France-KLM reafirma o seu “forte e contínuo” interesse pela TAP
Também em comentário enviado à imprensa, a Air France-KLM congratulou-se com o anúncio da Parpública e “agradece ao Governo português o convite para participar na próxima fase do processo de privatização da TAP”.
No comunicado, o Grupo lembra que, tal como foi sublinhado pelo seu CEO, Benjamin Smith, aquando da apresentação da proposta não vinculativa, “a TAP encaixa totalmente na estratégia multi-hub da Air France-KLM, e o nosso objetivo é reforçar as operações em Lisboa, ao mesmo tempo que desenvolvemos a conectividade noutras cidades do país, incluindo o Porto”.
Além disso, assegura que pretende fazer de Lisboa o seu único ‘hub’ – plataforma giratória de distribuição de voos – no Sul da Europa e “integrar a TAP seguindo a abordagem do grupo face à consolidação, que privilegia a cooperação dentro de um enquadramento claro. Acrescenta ainda que “este modelo beneficiaria a TAP, os seus trabalhadores e Portugal no seu conjunto, nomeadamente através do aumento da conetividade”.
Os dois grupos terão agora 90 dias para entregarem as propostas vinculativas.


