AHRESP quer Governo a apoiar financeiramente empresas afetadas pelos fogos
Com os incêndios a provocarem “cancelamentos e fortes quebras na procura turística”, a AHRESP exige do Governo apoios financeiros específicos para as empresas do setor que foram afetadas, alertando que “sem apoio imediato, a época alta de 2025 poderá ficar comprometida”.
A AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) emitiu, na passda quinta-feira, 21 de agosto, um comunicado manifestando a sua “profunda preocupação com o impacto dos incêndios nas regiões mais afetadas, com reflexos diretos e imediatos nas atividades do alojamento turístico e da restauração e similares”.
A Associação alerta que “o flagelo dos incêndios tem provocado cancelamentos de reservas e encerramentos de empresas, com quebras significativas na taxa de ocupação no alojamento e redução da procura em toda a atividade turística, comprometendo de forma séria a sustentabilidade dos negócios e dos postos de trabalho”
Face a esta situação, a entidade associativa reuniu com o secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, a quem apresentou “propostas objetivas que permitem compensar as perdas já registadas e mitigar impactos futuros”, defendendo que, face à especificidade destas perdas, “os apoios devem assumir uma forte componente a fundo perdido, garantindo liquidez imediata às empresas”.
Segundo a Associação, “sem respostas rápidas e eficazes, os incêndios poderão comprometer não apenas a época alta de 2025, mas também a atratividade futura dos destinos afetados, com graves consequências para a economia local e nacional”.


