Agências de viagens britânicas exigem da U.E. medidas contra o caos aeroportuário
Em carta enviada à Comissão Europeia no passado dia 4 de fevereiro, a ABTA, associação que representa as agências de viagens britânicas, deu conta do descontentamento que as longas filas nos aeroportos europeus devido à implementação Sistema de Entrada/Saída da UE (EES) estão a ter no setor e nos viajantes.
Na carta enviada, Mark Tanzer, diretor executivo da ABTA, afirmou que que o feedback das suas empresas associadas mostra que os países não estão a ser consistentes na utilização das medidas de contingência, sendo que, enquanto alguns postos fronteiriços gerem o fluxo com relativa eficiência, outros recusam-se a ativar as medidas de contingência previstas, causando atrasos desnecessários que afetam diretamente a experiência turística e as operações dos operadores turísticos.
Neste sentido, a ABTA afirma que a Comissão Europeia necessita de garantir uma comunicação consistente e eficaz sobre a utilização das medidas de contingência aos Estados-Membros e às autoridades fronteiriças, para garantir que o pessoal no terreno compreende as regras e sabe que as pode aplicar.
Além disso, Mark Tanzer aponta que a Comissão deve acompanhar de perto a implementação do sistema, tanto mais que o número de passageiros sujeitos a verificações aumenta, e será muito mais elevado à medida que se aproxima a época de férias.
“A subutilização das medidas resultou em situações em que os passageiros ficaram desnecessariamente presos em longas filas no controlo de passaportes, o que pode ter um impacto negativo nas suas viagens subsequentes”, alerta a ABTA.
No geral, a ABTA afirma que a experiência dos passageiros com o EES tem sido variada, com algumas pessoas a não terem qualquer problema, enquanto outras enfrentaram filas ou problemas técnicos. Afirma, por isso, que para além de aplicar as medidas de contingência, os destinos e as autoridades fronteiriças precisam de planear melhor os períodos de pico de viagens.
Recorde-se que as medidas de contingência, que vão manter-se durante todo o verão, permitem às autoridades fronteiriças suspender o sistema ou limitar o número ou a abrangência das verificações para evitar grandes transtornos e filas de espera extensas.



