Agência De Volta ao Mundo vai “investir num site com venda direta” anunciou Dora Seco ao Turisver
Dora Seco é a proprietária da agência de viagens De Volta ao Mundo, com loja na Figueira da Foz, mas a trabalhar “muito mais online”. à margem da V Convenção DIT Ibérica, falou ao Turisver do que é trabalhar estas duas vertentes, do porquê da sua entrada na DIT e daquilo que está a pensar para o desenvolvimento da sua agência.
Há quantos anos é que está ligada ao mundo das agências de viagens e onde é que fica a sua agência?
Já estou ligada há 20 anos, mas tenho a minha agência há três anos, abri em 2022. A agência chama-se De Volta ao Mundo, porque após a pandemia eu achei que fazia sentido dar-lhe este nome, uma vez que estávamos todos a voltar a viver, a voltar ao mundo. Inicialmente sede foi em Montemor-o-Velho, porque morávamos lá, mas em março deste ano passámos para a Figueira da Foz, onde é agora a nossa loja.
Em termos de trabalho, qual é a diferença entre os dois sítios?
Eu comecei já a apanhar muitos clientes da Figueira, mas trabalho muito mais online. Tenho muito mais clientes a nível de redes sociais, que é o nosso forte, vem muita gente de todo o lado do país. Promovemo-nos mais no Facebook e no Instagram, mas tento abranger um bocadinho todas as redes sociais, como o Linkedin e o TikTok.
E ao nível da loja física, é um trabalho mais diferenciado?
É muito diferente. É muito mais fácil de agarrar o cliente a nível físico do que no online, sem dúvida alguma. Conseguimos levar muitos clientes de Montemor-o-Velho para a Figueira o que se constituiu numa boa base. Nós conseguimos conquistar os clientes muito bem, porque damos um acompanhamento muito personalizado, damos-lhes aquilo que defino por carinho.
Por exemplo, nós trabalhamos muito a nível do WhatsApp, mandamos emojis aos clientes e conseguimos acompanhá-los porque criamos uma ligação e desta forma eles têm mais facilidade de tirar dúvidas, em colocar as suas perguntas.
Além disso, antes dos clientes viajarem, enviamos sempre uma mensagem a desejar boa viagem, e o cliente, normalmente, não está à espera disso, porque numa agência de viagem mais tradicional, isso não acontece. O cliente, quando chega ao destino, já tem uma mensagem nossa a perguntar como é que está a correr tudo, se precisam de alguma ajuda. Fazemos um acompanhamento muito personalizado. E depois de o cliente chegar da viagem, continuamos a manter contacto com ele, para o conseguirmos fidelizar e para que ele passe a palavra sobre o nosso serviço.
Também trabalham as empresas ali da zona ou só clientes individuais?
Não, só clientes individuais por enquanto, porque estamos na Figueira da Foz há pouco tempo e ainda não tivemos tempo de estudar bem a situação, que é muito específica.
“… a DIT também tem muitos profissionais, e são muito humanos, tentam fazer tudo para estar junto de nós, para fazerem alguma coisa por nós”
Quando é que entrou na DIT?
Eu entrei na DIT há dois anos, por curiosidade. Eu era GEA, mas senti que gostava de experimentar um outro grupo de gestão e identifiquei-me um bocadinho com a DIT. Pedi para sair da GEA e quando isso aconteceu, a Airmet fez-me uma proposta, mas como eu já conhecia o César há muitos anos, e ele conseguiu trazer-me para a DIT.
E a DIT dá-lhe aquilo de que estava realmente à espera quando fez a transição? Dá-lhe o que necessita?
Sim, aliás os agrupamentos são mais ou menos idênticos, no serviço que dão ás suas agências. Mas sim, na DIT sentimos muito suporte em qualquer coisa que aconteça, muito apoio no que precisamos. A DIT tem uma coisa que eu gosto, que é o facto de sermos menos pessoas, além de que também tem muitos profissionais, e são muito humanos, tentam fazer tudo para estar junto de nós, para fazerem alguma coisa por nós, como aconteceu agora, na vinda para a convenção: nós éramos os únicos a entrar em Coimbra e eles tiveram o cuidado de nos ir buscar, e terem esse cuidado é muito importante porque sentimos que nos dão valor.
O que é que tem vendido mais nos últimos dois anos? Qual é a tendência?
As pessoas querem muito a praia – águas quentes e praia. Querem poder vivenciar os destinos, e querem destinos com tudo incluído. Ultimamente também preferem viagens em que se viaje de avião. Não querem andar de autocarro, não querem andar de carro. Penso que os clientes sentem que a viajar de avião é que são férias mesmo.
Em termos de destinos, propriamente dito, há clientes para tudo, para as Caraíbas, para as Maldivas…, mas ainda não tenho muita noção do que pretende o cliente local. Porque o nosso forte de vendas é mesmo a nível nacional.
“Hoje em dia as pessoas compram tudo online, não saem de casa porque compram tudo através da internet, e também não têm tempo para se deslocarem aos sítios e comprar. O futuro é o digital”
Este ano, todas as agências dizem que venderam mais do que o ano passado. Foi também o seu caso?
Assim que eu abri, tive um “boom” com que não estava a contar, acho que isso aconteceu um bocado a nível nacional, mas sinto que de ano para ano as pessoas estão a viajar cada vez mais.
E agora, qual é a evolução que está a pensar para a sua empresa?
Eu estou a meter- me numa loucura. Estou a investir num site com venda direta, onde os clientes conseguem fazer a compra através do site, sem precisar de nós, vão receber a documentação toda através do site, de todas as suas reservas, e vai conseguir gerir tudo a partir dali. E eu quero entrar neste mundo do online e de as pessoas conseguirem vender no site, porquê? Porque eu acho que é o futuro. Hoje em dia as pessoas compram tudo online, não saem de casa porque compram tudo através da internet, e também não têm tempo para se deslocarem aos sítios e comprar. O futuro é o digital.
Portanto, está otimista com o negócio?
Tenho que estar, não vale a pena estarmos a torturar-nos, a pensar se corre bem ou não. Tem que ser um dia de cada vez, tentar evoluir, tentar ir atrás de coisas mais fortes, tentar ir atrás do mercado, atrás das pessoas. Há uma coisa que eu fiz muito, que era vídeos para apresentar destinos, e parei um bocadinho mas agora com o site, quero retomar para chegar com mais força ao mercado.



