Aeroporto: Foco imediato deve ser a Portela, diz o presidente da APAVT
Na conferência de imprensa que o presidente da APAVT deu nos Açores, o tema do aeroporto de Lisboa não podia ficar de fora. Aos jornalistas, Pedro Costa Ferreira frisou que o foco imediato deve ser a Portela porque “produz uma resposta mais efetiva e mais breve”.
Questionado sobre se o aeroporto de Lisboa é o maior constrangimento atual para o setor das viagens, Pedro Costa Ferreira deixou claro que “não é o aeroporto, são os aeroportos”. E explicou: “uma coisa é o acolhimento dos estrangeiros em Portugal outra coisa é o transporte de pessoas e bagagens em todo o mundo. Em termos operacionais eu diria que há mais constrangimentos na operação de outgoing, que provavelmente hoje o aeroporto de Lisboa não está pior que o principal aeroporto holandês ou inglês por exemplo, e esses constrangimentos são importantes porque podem dar origem a perdas de voos, o que nas viagens de longa distância é um problema efetivo”.
Relativamente à situação do aeroporto de Lisboa, o presidente da APAVT reafirmou que se trata de uma restrição não apenas para a região de Lisboa mas para o país, que “estamos a perder milhões de euros todos os dias e vamos perder cada vez mais” porque a procura não vai poder aumentar e aumentaria se não houvesse este constrangimento que, assegurou, “irá acontecer até termos uma solução aeroportuária, seja ela a Portela mais um, ou seja ela um novo aeroporto de raiz”.
Porque qualquer destas situações irá demorar até se concretizar, Pedro Costa Ferreira defende que no imediato há que avançar com as obras na Portela: “Temos todos de nos focar naquilo que produz uma resposta mais efetiva e mais breve, que são as obras no aeroporto de Lisboa. Existe um software que está comprado há anos e que basta formar pessoas e fazer algumas obras, mudando a Torre de controlo de tráfego, para melhorar em muito as condições podendo, na altura de pico, o número de movimentos por hora passar dos atuais 38/40 para 48”. E acrescenta: “Se pensarmos que o aeroporto do Montijo vai ter 24 movimentos por hora na primeira fase significa que ainda é possível aceder a um terço do Montijo no aeroporto da Portela”.
Assim, do ponto de vista das agências de viagens “ficaríamos satisfeitos se avançássemos com obras na Portela, depois fizéssemos o para o Montijo e depois fizéssemos Alcochete”. Esta era, aliás, a solução prevista no despacho do Ministério das Infraestruturas – uma solução que, pelo menos para já, não o chegou a ser. No entanto, Pedro Costa Ferreira diz ter ficado “com a ideia que da parte do Governo existem ideias concretas estabelecidas” pelo que espera que possa haver “um diálogo adulto com a oposição” no sentido de se poder chegar a uma solução efetiva para o problema aeroportuário de Lisboa.


