A ‘Estrada Real’ de Belo Horizonte ao Rio de Janeiro é a nova Grande Viagem da Nortravel já para o inverno 2026-2027
As vendas antecipadas correram bem à Nortravel que está com números acima do ano passado e “com uma rentabilidade muito melhor”, afirmou ao Turisver o diretor-geral do operador, Nuno Aleixo. Nesta segunda parte da entrevista, falámos ainda de concorrência, da abordagem aos agentes de viagens e Nuno Aleixo deixou-nos já uma novidade para a programação de inverno.
Neste período de vendas, quando comparado com o mesmo período do ano passado, e falo das vendas que aconteceram antes da BTL a, estão acima ou estão a baixo do ano passado?
Uma das coisas que nós fizemos foi subir o preço médio na Black Friday. Preocupamo-nos bastante com a rentabilidade porque houve baixas muito significativas nos preços na altura da Black Friday, mas depois houve procura e a rentabilidade foi realmente bem melhor. Depois veio o Mundo Abreu, que também foi outro momento forte de vendas, mas antes disso fizemos semanas de campanhas para destinos como Cabo Verde, Malta, e Albânia, tentando antecipar ao máximo a venda,
Uma coisa posso dizer: não cometemos as loucuras do passado de baixar muito os preços porque mais tarde sofremos as consequências, nos resultados da empresa. Felizmente, em 2026 estamos realmente com uns números interessantes e, acima de tudo, com uma rentabilidade muito melhor do que no ano anterior.
Vocês sentem mais concorrência na área dos charters, como Cabo Verde, onde há vários players, ou na área dos circuitos?
A concorrência que nós temos nos circuitos, curiosamente são as próprias agências que montam os seus próprios grupos e vendem aos clientes. Sentimos mais a concorrência de clientes nossos que fazem produto próprio e fazem a distribuição, e não tanto por parte da tour operação, mas obviamente que nos afeta muito porque o mercado não é tão extenso como o do sol praia.
Quando falamos do produto para destinos de sol e praia, a concorrência é maior, não só dos charters para o mesmo destino, como Cabo Verde, mas também dos charters para outros destinos de praia, ou seja, não é só concorrência para o destinos mas entre destinos – aí a concorrência é mais feroz e com preços muito baixos, e nós tentamos não cometer loucuras.
“Vamos apresentar uma nova Grande Viagem que vai ser no Brasil, com as características do circuito exclusivo de Nortravel (…). Vamos usar o voo de Belo Horizonte e, saindo pelo Rio de Janeiro, vamos fazer toda a parte mais histórica da Estrada Real (…). Esta é uma das novidades já para o inverno de 2026-2027”
Para além do que está na brochura, pensam lançar mais alguma programação?
Este ano, o que estamos a fazer é abrir muito mais o nosso portfólio nos circuitos regulares. Nós temos um volume de vendas que é quase 80% concentrado na época alta e temos a necessidade de dinamizar os outros oito meses, por isso todas as semanas abrimos mais produto, e neste momento já estamos a fechar toda a passagem de ano de 2026-2027, que em abril já estaremos a apresentar ao mercado.
Vamos também abrir em breve as grandes viagens do início de 2027, e vou levantar aqui um pouco o véu: Vamos apresentar uma nova grande viagem que vai ser no Brasil, com as características do circuito exclusivo de Nortravel, aproveitando as sinergias e a exposição que o Brasil tem com a TAP. Vamos usar o voo de Belo Horizonte e, saindo pelo Rio de Janeiro, vamos fazer toda a parte mais histórica da ‘Estrada Real’, de Ouro Preto, Paraty e Rio de Janeiro. Estamos a falar de um produto com as características Nortravel ajustado ao Brasil. Esta é uma das novidades, já para o inverno de 2026-2027.
Vocês têm, como grupo, uma grande aproximação aos agrupamentos, às grandes agências de viagens, participam nas suas convenções. Outro tipo específico de abordagem faz a Nortravel às agências de viagens?
Essas ações são o essencial, para além da presença junto das agências de viagens por parte da equipa comercial, e das presenças nas convenções. A partir daí, o que fazemos é comunicar com o cliente. Isto faz parte do nosso ADN desde há mais de 20 anos, sempre tivemos uma estratégia de comunicação para o cliente final e, por isso mesmo, ao longo destas mais de duas décadas, vê-se o reconhecimento do consumidor final.
A nossa estratégia em termos da nossa distribuição, porque o nosso canal de venda são as agências de viagens, além disso, pelo forcing de divulgação junto do cliente final, nomeadamente através das redes sociais. Neste momento temos anúncios na rádio, na M80, sobre os produtos em que estamos a ter maior destaque e vamos fazer encartes no jornal Expresso com a revista completa.
Fazemos, comunicação na imprensa do trade que para nós, também é essencial e, pontualmente, em alguma distribuição da especialidade para o consumidor final.


