21ª Convenção da GEA foi “o maior evento da GEA e o maior evento de sempre de um grupo de gestão do trade”, afirmou Carlos Baptista
Com a sua 21ª Convenção que terminou domingo, a GEA regressou à Madeira para preparar os “próximos 20 anos”, ao longo dos quais pretende “continuar a ser um grupo relevante para as agências de viagens e com valor para o mercado”, afirmou Carlos Baptista. O evento reuniu 540 participantes, o que o administrador do grupo, considerou ser “um sinal claro do crescimento da GEA”.
Vinte anos depois de ter realizado na Madeira a sua primeira convenção, em outubro de 2005, a GEA voltou este ano a escolher a região como palco para a sua 21ª convenção. Um regresso considerado simbólico, por Pedro Gordon e Carlos Baptista, administradores do Grupo GEA Portugal, em conferência de imprensa à margem dos trabalhos.
Nestas duas décadas, frisou Carlos Baptista, “houve grandes transformações” ao nível dos players do mercado, com a GEA a regressar agora à Madeira “para projetar o futuro”, em que grupo espera “ter pelo menos o mesmo sucesso, se não mais ”. Um sucesso que, garantiu, “não é medido pelo número de agências, mas pela capacidade de ultrapassar os tempos, ultrapassar os próximos 20 anos e continuar a ser um grupo relevante para as agências de viagens e com valor para o mercado”.
A escolha do tema da convenção deste ano, “Glocal Thinking”, teve a ver com o facto de se estar “provavelmente, num dos momentos mais críticos da história, em termos da globalização. Nunca fomos tão dependentes uns dos outros e ao mesmo tempo enfrentamos várias crises e acontecimentos globais que acabam por ter um grande impacto naquilo que é a nossa vida local”. Por isso, “há muitos desafios globais que se colocam ao setor (…) mas há um trabalho local que temos que ter a capacidade de desenvolver, até para não nos tornarmos relevantes como players de um turismo global”.
“É fundamental colocar na nossa agenda e discutir este tema do pensamento global e da ação local, e acho que tivemos capacidade de o fazer nesta convenção”, que contou com mais de 540 participantes sendo, garantiu, “o maior evento da GEA e o maior evento de sempre de um grupo de gestão do trade”, além de ser “um sinal claro do crescimento da GEA”.
A este propósito, o diretor comercial, Nuno Tomaz, precisou GEA apresenta um crescimento “de cerca de 14% no número de empresas”, frisando que no final de 2024, o grupo tinha 477 agências com um total de 584 balcões, e neste momento soma já 545 empresas 659 balcões, ou seja, em relação ao mesmo período do ano passado, “estamos com 86 novas agências no grupo GEA”.
Paulo Lages, coordenador de Contratação e Produto, começou por avançar que, em termos de vendas globais, a GEA está “a crescer 15,7% em todas as categorias de operadores, com os 15 principais parceiros a crescerem face ao ano passado”
Também presente na conferência de imprensa, Paulo Lages, coordenador de Contratação e Produto, começou por avançar que, em termos de vendas globais, a GEA está “a crescer 15,7% em todas as categorias de operadores, com os 15 principais parceiros a crescerem face ao ano passado”. O responsável destacou os parceiros MundiGEA – incluindo o TravelGEA Booking -, onde “à exceção de um operador turístico está tudo em crescimento face ao ano passado”.
Segundo Paulo Lages“a grande parte dos operadores turísticos está com uma evolução de vendas muito interessante”, muito embora haja “alguns parceiros que estão em quebra de vendas”.
A subir, salientou Carlos Baptista, estão os dois operadores espanhóis, o Grupo Ávoris e o W2M, que “consolidaram a sua posição no mercado português”, enquanto a Solférias apresenta “um crescimento bastante considerável”, sendo que “estes três operadores ocupam o Top3 da GEA”.
Já os bed banks estão todos a crescer em relação ao ano passado, enquanto os cruzeiros continuam a crescer acima da média do mercado, com uma subida de 21,4%, “consolidando a sua posição junto dos agentes de viagens”, sendo que neste segmento, a MSC aparece “destacadíssima” das restantes companhias.
Ainda assim, explicou Carlos Baptista, os operadores turísticos continuam a ser líderes, representando cerca de 60% do negócio das agências GEA, com cerca de 60% mas quando o aéreo é incluído, o peso dos operadores passa para 40% do total.
Relativamente à política de retribuições às agências, Paulo Lages disse que a GEA está “a antecipar cada vez mais a devolução de rapéis por parte dos operadores” e que todos os anos tem “crescido em termos de devolução de valores”. Paulo Lages disse ainda que que “nos últimos dois anos devolvemos mais de 3 milhões de euros em rapel”, o que, acrescentou Carlos Baptista, “é um valor muito considerável”.
Com o objetivo a residir na rentabilidade para as agências, a GEA está a tentar renegociar e ter mais valias nos acordos com os operadores preferenciais. Além disso, como há um número cada vez maior de agências a fazerem viagens à medida para os seus clientes, a GEA tem vindo a estabelecer acordos com DMCs para que as agências não fiquem limitadas às ofertas dos operadores e tenham alguém de confiança no destino para poderem trabalhar.
Tudo isto entronca, explicou Paulo Lages, no “ecossistema GEA em que a base de tudo é o produto, seja de operadores ou produto próprio”, havendo depois vários canais de distribuição internos, que o grupo disponibiliza às agências, as GEA Webs (páginas de internet) e televisões que fazem de montra para os clientes, com “produto de campanhas”. Este ano foram feitas 18 campanhas, com as agências a beneficiarem deste ecossistema, utilizando o produto criado pela GEA através de negociação com os parceiros, e beneficiando do material produzido pela GEA (páginas de internet, pdf de montra, redes sociais, intranet, etc).


