2025 trouxe “máximos históricos” ao turismo e menor dependência dos mercados externos
O turismo registou, em 2025, “máximos históricos” em número de hóspedes e dormidas, com o mercado interno a ganhar força. Segundo dados publicados pelo INE na sexta-feira, é preciso recuar até 2015 para se observar uma tão baixa dependência dos mercados externos.
Os resultados preliminares de 2025 publicados na sexta-feira, 30 de janeiro, apontam para um total de 32,5 milhões de hóspedes e 82,1 milhões de dormidas, números que traduzem crescimentos anuais de 3,0% e 2,2%, respectivamente. Estes aumentos representam um abrandamento do crescimento relativamente a 2024, quando o número de hóspedes tinha aumentado +5,2% e as dormidas +4,1%.
As dormidas de não residentes continuam a ser predominantes (69,4% do total) tendo atingido os 57,0 milhões em 2025, enquanto as realizadas por residentes (30,6% do total) totalizaram 25,1 milhões. No entanto, sublinha o INE, “em comparação com 2024, observou-se uma aceleração do crescimento das dormidas dos residentes (+5,4%; +2,2% em 2024) e um abrandamento nas dos não residentes (+0,8%; +4,9% em 2024)”.
“Face a 2024, reduziu-se a dependência dos mercados externos (70,3% em 2024). Desde 2015, apenas no período entre 2020 e 2022, fortemente marcado pela pandemia de C VID-19, se observaram níveis de dependência dos mercados externos inferiores aos registados em 2025”, refere o Instituto Nacional de Estatística.
O mercado britânico continuou a ser o principal mercado emissor (17,7% do total de dormidas de não residentes), apesar de uma diminuição de 1,5%. Seguiram-se os mercados alemão (11,3% do total), norte-americano (9,6% do total), espanhol (9,1% do total) e francês (7,4% do total). Ainda entre os principais mercados, o canadiano (+5,8%) e o norte-americano (+4,9%) destacaram-se pelos maiores crescimentos, enquanto os mercados francês e espanhol registaram as maiores reduções (-7,0% e -5,2%, respetivamente).
O INE indica que todas as regiões registaram crescimento nas dormidas, com os maiores aumentos a ocorrerem no Alentejo (+6,3%), na Península de Setúbal (+4,7%) e no Norte (+4,5%). O Algarve concentrou 25,4% do total das dormidas, seguindo-se a Grande Lisboa (23,9% do total) e o Norte (18,0%), sendo que esta última região foi o principal destino dos residentes (21,7% das dormidas de residentes), seguido do Algarve (19,2% do total).
As dormidas de não residentes concentraram-se, essencialmente, no Algarve (28,1% do total de dormidas de não residentes) e na Grande Lisboa (28,0% do total). O INE indica ainda que “a RA Madeira a Grande Lisboa foram as regiões mais dependentes dos mercados externos (82,5% e 81,4% do total de dormidas em 2025, pela mesma ordem) ”.
Já no Centro e no Alentejo, predominaram as dormidas de residentes (68,2% e 66,8%, respetivamente), enquanto nas restantes regiões as dormidas de não residentes foram dominantes.
Quanto a proveitos, os resultados também foram os melhores de sempre, com os proveitos totais a cifram-se em 7,2 mil milhões de euros (+7,2% do que em 2024) e os relativos a aposento a totalizarem 5,5 mil milhões de euros (+6,8%).


