1º semestre foi de crescimento para o turismo europeu com destaque para o aumento nos gastos médios
Apesar da crescente incerteza e da mudança das prioridades dos viajantes, o turismo europeu mantém-se firme, sendo que até junho, as chegadas de turistas internacionais na Europa aumentaram 5,0%, com um aumento de 4,8% nas pernoitas.
Os dados são do mais recente relatório trimestral “Turismo Europeu: Tendências e Perspetivas” da Comissão Europeia de Viagens (ETC), que destaca o facto de este “desempenho estável” ocorrer num momento em que os consumidores estão menos confiantes e em que existe um aumento da pressão sobre os custos e das perturbações ligadas ao conflito no Médio Oriente, que afetaram os fluxos aéreos entre a Europa e determinados mercados de médio e longo curso.
Os resultados do estudo mostram que “viajar continua a ser uma prioridade para os consumidores”, apesar de as escolhas estarem a tornar-se mais seletivas, com os viajantes a procurarem cada vez mais destinos percecionados como seguros, que tenham uma boa relação qualidade/preço e que sejam mais fáceis de alcançar.
De acordo com a ETC, quase 80% dos destinos revelaram crescimento e cerca de um em cada cinco atingiu mesmo aumentos de dois dígitos nas chegadas, caso da Grécia (+38%), Itália (+21%) e Malta (+16%).
O Norte da Europa superou todas as outras sub-regiões europeias, com um aumento de 10,0% nas chegadas e de 8,4% nas dormidas. A Europa Central e Oriental registou aumentos de 5,2% nas chegadas e de 6,9% nas dormidas. Já o sul e o Mediterrâneo mantiveram-se sólidos no geral, registando o maior crescimento em termos absolutos, com aumentos generalizados em Malta, Grécia, Itália, Portugal e Espanha.
Gastos apontam para maior valor por visitante
A subida verificada nos gastos com viagens superou o aumento das chegadas na maioria dos destinos que reportaram dados, sugerindo um gasto por visitante superior ao do ano anterior, mas o desempenho variou consoante o destino. M destaque esteve a Grécia com um aumento de 64,3% nos gastos e de 38,3% nas chegadas.
Já em Itália, as chegadas aumentaram 21,1%, enquanto os gastos com viagens cresceram 4,3%, refletindo um gasto médio por visitante mais baixo, apesar do crescimento do volume. A Turquia e o Chipre estiveram entre os poucos destinos onde tanto as chegadas como os gastos com viagens caíram, refletindo provavelmente um sentimento mais fraco dos viajantes ligado ao conflito no Médio Oriente.
Miguel Sanz, presidente da European Travel Commission, destaca que “o turismo europeu continuou a demonstrar resiliência no segundo trimestre de 2026, apesar de um ambiente global mais incerto”.
Para o responsável, apesar de viajar continuar a ser uma prioridade para os consumidores, “a forma como as pessoas viajam está a mudar. A acessibilidade, a segurança, a proximidade e a relação custo-benefício estão a tornar-se cada vez mais importantes na escolha do destino”. Assim, para os destinos europeus, a prioridade é manter a competitividade, ao mesmo tempo que se promovem fluxos de visitantes mais equilibrados entre regiões e estações do ano”.


