10 tendências que deverão marcar o turismo em 2026, segundo o IPDT
Em 2026, as decisões tornam-se mais pessoais, conscientes e exigentes, refletindo novas prioridades e estilos de vida. Neste contexto o IPDT – Tourism Intelligence detalha as 10 tendências que vão moldar a forma como exploramos o mundo.
De acordo com o IPDT, uma das tendências reside na visão da viagem como um compromisso de autocuidado, com o viajante a procurar benefícios, o que altera a forma como os destinos se posicionam, movendo-se para uma lógica de procura emocional baseada no estado de espírito.
“Viajar deixou de ser apenas escolher um destino e passou a ser escolher o que se quer sentir. Cada vez mais, as decisões são guiadas pelo estado de espírito, levando destinos e marcas a adaptar a sua oferta a diferentes “moods” e a comunicar de forma mais emocional e personalizada”, indica o instituto.
O relatório destaca ainda o crescimento do turismo literário e do turismo do silêncio, com osviajantes a procurarem cenários de romances e livrarias de culto para uma “desintoxicação cognitiva” longe do ruído digital. Emergem, assim, os hotéis low-noise e o isolamento sensorial planeado.
Este comportamento dos viajantes reflete-se também, aponta o IPDT, na fidelização a destinos conhecidos, embora agora procurem neles “segundas camadas” de experiência e autenticidade em bairros e narrativas menos óbvias.
Deste modo, a busca pela autenticidade quotidiana surge como tendência, com os turistas a pretenderem descobrir a identidade real de um lugar através dos seus sabores diários.
No plano cultural, a “religião da bancada” consolida-se, “transformando estádios e museus de clubes em templos modernos de peregrinação”. No entanto, assinala o IPDT, “a viagem também assume um papel mais pragmático e até clínico, funcionando como um polígrafo das relações”, uma vez que “as férias são agora utilizadas como um laboratório emocional para testar a compatibilidade e a resiliência de casais e amigos perante o desconforto e a ambiguidade perante a programação de uma viagem e a gestão de expectativas”.
Finalmente, o IPDT – Tourism Intelligence identifica que o viajante de 2026 utiliza a deslocação como um “sinal do universo”, com a viagem a assumir um “significado simbólico”.
O relatório aponta ainda que, para apoiar estes novos interesses por parte dos viajantes, “a tecnologia evolui para um “algoritmo invisível”, onde a Inteligência Artificial atua nos bastidores como uma intuição aumentada, personalizando rotas e experiências de forma discreta e preditiva”.
Ainda assim, o IPDT frisa que “o sucesso dos destinos dependerá da preservação da empatia humana, garantindo que a tecnologia apenas reforça a hospitalidade sem nunca substituir o improviso e o acolhimento do anfitrião”, ou seja, “o algoritmo faz o trabalho invisível, mas o humano continua a ser o responsável pelo momento memorável”.


